Boeing diz ter identificado falhas no 737 MAX um ano antes de acidente da Lion Air

Engenheiros haviam identificado anomalias em sistema de advertência para pilotos

Washington | AFP

Um ano antes do acidente do jato da Lion Air, engenheiros da Boeing haviam identificado uma falha no sistema de advertência de pilotos no modelo 737 MAX, revelou a companhia neste domingo (5), que afirmou que a gerencia da empresa foi saber disso apenas após a tragédia em Indonésia.

"Em 2017, vários meses depois do começo das entregas do 737 MAX, engenheiros da Boeing haviam comprovado que o sistema de visualização do 737 MAX não respondia corretamente às exigências de alerta da sonda AOA", disse a empresa em comunicado.

Os alertas foram criados para advertir os pilotos sobre a existência de anomalias.

No acidente do Lion Air, que causou a morte de 189 pessoas no fim de outubro do ano passado, o alerta de desacordo dos sensores de ângulo de ataque (AOA, na sigla em inglês) estava danificado, mas continuou a comunicar dados errados para o sistema de estabilização (MCAS).

Este último, como planejado originalmente, assumiu o controle de vôo e colocou o avião em pirueta. Embora os pilotos tentassem fazer o oposto, a tragédia não pode ser evitada. 

A Boeing salientou que uma inspeção conduzida por engenheiros e executivos da empresa não chegaram a conclusão de que essa falha "poderia ter um impacto negativo na segurança da aeronave".

Toda a frota do 737 MAX está fora de operação desde o começo de março, depois de um acidente com um modelo da companhia Ethiopian Airlines, que deixou 157 mortos.

A companhia trabalha na atualização do sistema de estabilização para que as autoridades aéreas permitam que o 737 MAX possa voar novamente.

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