Reforma da Previdência é condição para crescimento, mas não suficiente, diz Santander Brasil

Para economista-chefe do banco, economia pode ter uma 'virada' caso o governo implemente outras reformas

Alexa Salomão
Madri

A reforma da Previdência é condição necessária para a retomada do crescimento, mas não suficiente para a melhora da confiança e a retomada do crescimento, avalia Mauricio Molon, economista-chefe do Santander Brasil.

Em apresentação sobre a economia brasileira durante o 8º Encontro Santander da América Latina, em Madri, na Espanha, Molon destacou que a perda de confiança de investidores e consumidores tem contribuído para o fraco desempenho da economia neste ano.

Outros fatores também têm pesado, como o desemprego e a lenta recuperação na concessão de crédito.

Molon defendeu que a reforma da Previdência é mais urgente, para estancar o crescimento acelerado do gasto previdenciário, mas afirmou que a adoção de outras medidas em paralelo teria um efeito benéfico.

“A reforma da Previdência é condição necessária, mas não é suficiente para o Brasil crescer", disse. “O país precisa avançar em termos de fluxo favorável de notícias."

A reforma tributária, por exemplo, pode ser considerada até mais importante, pois sua aprovação teria o efeito positivo de ajudar na recuperação da confiança, especialmente dos investidores. Concessões e privatizações também seriam bem-vindas.

O Santander trabalha com expectativa de crescimento de 1,3% para o ano, considerando que a projeção do banco para o primeiro trimestre era de uma retração de 0,3% —foi 0,2%, conforme divulgou o IBGE nesta quinta-feira (30).

Molon avalia que, apesar de haver desacertos na política, a economia pode ter uma "virada“ caso o governo implemente outras reformas.

“A gente podia estar discutindo uma agenda mais positiva, mas sempre houve um grau de volatilidade na política e foi possível crescer", disse.

A jornalista viaja a convite do Santander

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