Passaredo compra MAP Linhas Aéreas e passa a ter 26 operações diárias em Congonhas

Além dos voos na capital, com a transação a Passaredo começará a operar novos mercados no Norte

Marcelo Toledo
Ribeirão Preto

A Passaredo anunciou na tarde desta quarta-feira (21) a compra de 100% do controle societário da MAP Linhas Aéreas, num negócio que mira o aeroporto de Congonhas.

Com a aquisição, as empresas —que inicialmente manterão suas marcas— passam a ter 26 operações diárias no aeroporto de São Paulo. O valor do negócio não foi revelado.

Além dos voos na capital, com a transação a Passaredo começará a operar novos mercados no Norte do país, onde hoje não atua, com 13 aeronaves modelo ATR.

Na distribuição dos slots (horários de pousos e decolagens) da Avianca em Congonhas, a Passaredo ficou com 14 e a MAP, com 12. A Azul ficou com 15 —acrescentando os slots que a Azul já possuía, a companhia aérea tem hoje 41 slots, mesmo número que a Avianca possuía​ no aeroporto. 

De acordo com José Luiz Felício Filho, presidente da Passaredo, que tem sede em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), e da MAP, baseada em Manaus, o fato de as duas aéreas utilizarem o mesmo tipo de avião, ATR, também foi um fator importante para a concretização do negócio.

“A operação na capital paulista deu essa sinergia bacana, o espírito das companhias é muito alinhado. [Ter mesmo tipo de avião] Fez muito sentido nesse momento, ter uma frota padronizada”, disse. A negociação durou cerca de dez dias, segundo ele.

Das 13 aeronaves, 10 estão em operação e 3 devem chegar em 45 dias. As duas companhias atendem 28 destinos atualmente, mas a previsão é fechar o ano com 37 locais. Não havia sobreposição de destinos, ou seja, elas não eram concorrentes em nenhum aeroporto.

A previsão é que uma nova aeronave seja incorporada à frota até o fim do ano e, para 2020, o empresário disse que deve reforçar a operação na região Norte. “Existe uma carência na Amazônia legal como um todo”, disse.

O empresário afirmou que sempre teve interesse pela região Norte, mas havia dificuldade logística para a expansão.

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