Bolsa sobe apoiada na Vale em dia de otimismo com acordo EUA-China

Mercados apostam em evolução nas negociações nesta sexta-feira

São Paulo | Reuters

A Bolsa brasileira manteve o viés positivo da véspera nesta quinta-feira (10), em pregão marcado por expectativas para negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O Ibovespa fechou em alta de 0,56%, a 101.817,13 pontos. O giro financeiro do pregão somou R$ 14,1 bilhões. O índice foi sustentado pela alta da Vale, que avançou mais de 3%.

Fora o índice, as ações da Vivara começaram a ser negociadas nesta quinta na Bolsa, mas tiveram dia fraco. Terminaram em alta de 0,46%, a R$ 24,11.

O mercado continua atento ao desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se encontrará com o vice-premiê chinês, Liu He, na Casa Branca na sexta-feira (11), no segundo de dois dias de negociações comerciais de alto nível com o objetivo de evitar aumentos programados nas tarifas dos EUA sobre produtos chineses.

"Todas as atenções do mercado estão voltadas para as negociações de EUA e China em torno da guerra comercial", destacou o estrategista Dan Kawa, sócio na TAG Investimentos.

Em outra frente, os EUA não mencionaram apoio ao ingresso do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em carta enviada ao organismo no fim de agosto, em que manifestaram respaldo às candidaturas da Argentina e da Romênia, informaram duas fontes a par do assunto.

Já o dólar também encerrou em alta ante o real, em sessão marcada por grande oscilação, apesar da baixa liquidez, com agentes do mercado monitorando os desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China.

O dólar subiu 0,51% nesta quarta, a R$ 4,1250. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre altas e baixas, tocando os níveis de R$ 4,1370 na máxima e de R$ 4,0910 na mínima.

Segundo operadores, apesar da cena externa se mostrar mais positiva em meio a esperanças de que um acordo comercial parcial entre EUA e China seja alcançado, as sinalizações de uma atividade doméstica ainda fraca elevavam as expectativas de mais cortes de juros pelo Banco Central, impulsionando o dólar.

"A atividade econômica brasileira ainda tem se mostrado bem baixa, e há rumores no mercado de que a Selic caia ainda mais. Isso faz com que o diferencial de juros fique baixo demais para trazer fluxo para cá e faz com que investidores prefiram outros países emergentes com juros mais altos", afirmou Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset.

Segundo Alencastro, o mercado precisa de mais sinalizações de avanços nas pautas de reformas econômicas para estimular a entrada de investidores estrangeiros.

No exterior, as moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e o peso mexicano, valorizavam-se contra o dólar, à medida que os investidores mostravam-se mais otimistas sobre um acordo comercial entre EUA e China.

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