Financiamento imobiliário tem em setembro melhor mês desde 2015

No ano, os empréstimos cresceram 34,1% em relação a 2018, para R$ 54,7 bilhões

Isabela Bolzani
São Paulo

O financiamento imobiliário com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiu R$ 7,59 bilhões em setembro, o maior patamar mensal em mais de quatro anos (desde maio de 2015, quando totalizou R$ 9,249 bilhões). A informação foi divulgada nesta terça-feira (29), pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança).

O valor registrado em setembro também corresponde por um crescimento de 54,5% em relação ao mesmo período de 2018 (quando estava em R$ 4,91 bilhões) e uma alta de 13,2% na comparação com o mês imediatamente anterior (R$ 6,71 bilhões).

Na somatória dos primeiros nove meses deste ano, os financiamentos com recursos da poupança atingiram R$ 54,7 bilhões, elevação de 34,1% ante o mesmo intervalo do ano passado (R$ 40,8 bilhões). Já nos 12 meses até setembro, os empréstimos somaram R$ 71,3 bilhões para a aquisição e construção de imóveis.

Conforme os últimos dados do Banco Central, a maioria das concessões voltadas para crédito imobiliário com recursos direcionados vem de pessoas jurídicas.

Segundo informações do relatório referente a setembro, apesar do montante total ser significativamente menor em comparação à linha de pessoas físicas, respondendo por apenas, 13% do total cedido, a modalidade apresentou um avanço de 30,2% nos financiamentos corporativos, de R$ 922 milhões em setembro de 2018 para R$ 1,2 bilhão no mês passado.

Os empréstimos para pessoas físicas, por sua vez, demonstraram uma alta de 7,39% na mesma comparação, de R$ 7,435 bilhões para R$ 7,985 bilhões.

O mercado também alcançou o total de 27,2 mil unidades financiados com recursos do SBPE nas modalidades de construção e aquisição de imóveis em setembro, um aumento de 31,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já entre janeiro e setembro deste ano, foram 207,7 mil edificações, alta de 28,1% frente igual período de 2018.

Já em termos de captação líquida da poupança brasileira, apesar de o montante registrado em setembro ter sido positivo em R$ 8,09 bilhões, o volume de saques ainda supera os depósitos no acumulado de janeiro a setembro, com a captação líquida negativa em R$ 3,09 bilhões.

Nesse cenário, ainda que as sinalizações de contínua queda da taxa básica de juros (Selic) sejam positivas para o lado tomador dos empréstimos, os quais tendem a ficar cada vez mais baratos, o momento não é dos mais favoráveis para os investidores mais conservadores que costumam deixar o seu dinheiro na poupança. A rentabilidade da poupança nova no acumulado do ano até setembro ficou em 3,34%.

Para os que ainda têm recursos depositados na poupança até 3 de maio de 2012, quando as regras de remuneração atuais passaram a valer, a rentabilidade do período ficou em 4,59% no período.

 
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