Comércio perde ritmo e cresce apenas 0,1% em outubro

Segundo o IBGE, das oito atividades pesquisadas, seis registraram alta

São Paulo

As vendas no varejo brasileiro subiram 0,1% em outubro na comparação com o mês de setembro, que registrou 0,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (11). 

Apesar da redução do ritmo, este é o sexto mês positivo seguido do comércio varejista em 2019 com ganho acumulado de 2,7% no período. Com a comparação com o mesmo mês em 2018, a alta foi de 4,2% . Já o acumulado dos últimos 12 meses passou de 1,6% em setembro para 1,8% em outubro, representando um crescimento discreto no ritmo de vendas.

Das oito atividades pesquisadas pela PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), seis registraram alta. O setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação avançou para 5,3%, combustíveis e lubrificantes somaram 1,7%, enquanto artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos de perfumaria e cosméticos ficaram com alta de 1,2%. 

Lojas na rua José Paulino, no bairro do Bom Retiro, região tradicional de comércio popular em São Paulo - Bruno Santos/ Folhapress

O setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico somou 8,3%, representando um crescimento pelo quarto mês consecutivo. O segmento respondeu pela segunda maior contribuição positiva ao resultado geral do varejo.

Entre as baixas, após avançar 4% entre maio e setembro, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mostrou variação próxima à estabilidade, com 0,1%. Já o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria recuou para 1,1% em relação ao mês de setembro.

No varejo ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas subiu para 0,8% em relação ao mês anterior, oitava expansão seguida, acumulando 5,2% no período.

Segundo o IBGE, as vendas seguiram em alta em 18 das 27 unidades da federação, com destaques para o Amapá (2,4%) e Paraíba. As quedas mais expressivas ficaram com Minas Gerais, com 5,2%, Rondônia (1,7%) e Mato Grosso do Sul (1,1%).

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