Esperamos que melhora da nota de crédito do Brasil seja antecipada, diz Guedes

Na quarta-feira (11), agência de classificação de risco S&P elevou perspectiva para nota do país

Brasília

Após a agência de classificação de risco S&P elevar a perspectiva para a classificação do Brasil de estável para positiva na quarta-feira (11), o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quinta-feira (12) que espera uma antecipação na melhora da nota do país.

“A nossa expectativa é que estamos já a caminho do upgrade. Isso normalmente leva dois anos, mas acho até que vamos conseguir antecipar. Se mantivermos o nosso ritmo de reformas, o Brasil vai retomar um crescimento acelerado muito rapidamente”, disse Guedes.

O ministro ressaltou que a agência de classificação de risco está percebendo a efetividade das reformas que o governo está implementando.

Paulo Guedes (Economia) durante conversa com jornalistas na embaixada brasileira em Washington, Estados Unidos - Olivier Douliery - 25.nov.19/AFP

“O Brasil está com o menor déficit dos últimos cinco, seis anos, a taxa de juros está desabando, o Brasil está reacelerando, os investimentos estão sendo retomados, o ritmo de crescimento esperado para o ano que vem já é mais que o dobro do ritmo deste ano”, afirmou.

Hoje, no Brasil tem rating BB- (três degraus abaixo do selo de bom pagador). A decisão da S&P foi divulgada no mesmo dia em que o risco-país alcançou o menor patamar em mais de seis anos.

Na prática, a nota do país fica inalterada, mas aumentam as chances de que ela seja elevada no futuro.

Embora preveja que a relação dívida/PIB do país deva continuar a crescer nos próximos três anos, a agência citou a perspectiva de melhora da posição fiscal do país, após a aprovação da reforma da Previdência e com a perspectiva de continuidade da agenda fiscal em 2020, embora o risco de reveses continue material.

A S&P foi a primeira a retirar o grau de investimento do país em 2015.

Em entrevista à Folha em outubro, a analista principal da S&P para o rating soberano do Brasil, Livia Honsel, disse que a melhora da nota dependia de medidas para reduzir o déficit e estimular o crescimento de longo prazo.

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