Goldman Sachs vai recusar clientes sem diversidade no conselho de administração

A partir de 2021, a exigência subirá para um mínimo de dois integrantes

AFP

O banco Goldman Sachs vai se recusar a trabalhar na abertura de capital de empresas que não demonstrem diversidade em seu conselho de administração, na forma de pelo menos um integrante, disse seu presidente-executivo David Solomon.

“A partir de 1º de julho, nos Estados Unidos e na Europa, deixaremos de assessorar a abertura de capital de empresas que não demonstrem diversidade em seu conselho de administração, com pelo menos um integrante, particularmente mulheres”, disse Solomon à rede de notícias CNN.

David Solomon, presidente-executivo do Goldman Sachs - Denis Balibouse/Reuters

“E a partir de 2021 exigiremos pelo menos dois integrantes”, acrescentou.

Ao explicar as vantagens da diversidade, Solomon afirmou, que nos últimos quatro anos, as empresas que abriram seu capital em bolsa contando com pelo menos uma mulher em seus conselhos funcionaram “melhor”.

“Sem dúvida perderemos negócios, mas em longo prazo esse é o melhor conselho a oferecer às empresas que desejem gerar bons retornos para seus acionistas”, afirmou.

Solomon atribuiu a falta de mulheres nos conselhos de administração a um fenômeno de cooptação. Por isso, o Goldman Sachs propõe ajudar as empresas a encontrar formas de administração que demonstrem diversidade.

Há quatro mulheres entre os 11 integrantes do conselho do banco, o equivalente a 36,4% dos postos.

De acordo com a administradora de investimentos Equilar, em 30 de setembro do ano passado os conselhos das empresas incluídas no índice Russell, que abrange três mil companhias com ações negociadas em Wall Street, incluíam 21% de mulheres.


 
AFP, tradução de Paulo Migliacci

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