Coronavírus derruba mercado chinês em reabertura após Ano-Novo

Em primeiro dia de operações, Bolsa de Xangai teve queda de quase 8%

Xangai | Reuters

Em seu primeiro dia de operação desde o dia 23 de janeiro, o mercado de ações chinês fechou com forte queda devido ao temor da ampliação da epidemia de coronavírus.

O índice que reúne todas as ações negociadas na Bolsa de Xangai terminou o dia com queda de 7,72%. Já a Bolsa de Shenzhen recuou 8,41%. Foi a maior queda diário desde 2015, em um momento de pânico nos mercados pela epidemia do novo coronavírus no gigante asiático.

Mais de 2.600 ações caíram até o limite diário de 10%, de acordo com a agência Bloomberg.

Hospital visto de cima. prédio horizontal branco. Há edifícios ao fundo
Construído em dez dias, hospital Huoshenshan é parte do esforço do governo chinês para contenção do coronavírus - Xiao Yijiu/Xinhua

Investidores já esperavam um dia muito volátil nos mercados chineses depois de uma pausa pelo Ano-Novo Lunar, que acabou estendida pelo governo em função da epidemia. Os mercados de ações, moedas e títulos da dívida na China deveriam ter sido reabertos na sexta-feira (31).

O impacto afetou negociações da moeda (yuan), além de ferro, petróleo e cobre em Xangai. Em uma tentativa de amenizar os efeitos do coronavírus, o Banco Central da China afirmou no sábado (1º) que vai injetar na segunda-feira (3) 1,2 trilhão de yuans (US$ 174 bilhões ou R$ 742,9 bilhões) de liquidez nos mercados em forma de operações de recompra (repos) reversa.

Além disso, baixou as taxas de juros para essas operações, de 2,50% para 2,40%, para as de sete dias, e de 2,65% para 2,55%, nas negociações de 14 dias.

Apesar da reabertura dos mercados, diversas províncias ainda estão isoladas para contenção do vírus, como Hubei, que não tem previsão de voltar ao trabalho antes do dia 13 de fevereiro. Pequim quer estabelecer prioridade no retorno da produção de bens essenciais.

Lian Weiliang, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma chinesa, disse em uma coletiva de imprensa que o impacto será de curto prazo e que a China é totalmente capaz de minimizar o impacto econômico do surto.

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