Descrição de chapéu Financial Times

Aérea neozelandesa planeja beliches para classe econômica em voos de longa duração

Passageiro deve pagar tarifa adicional pelo uso do leito por período determinado

Tom Robbins
Nova Zelândia | Financial Times

A Air New Zealand revelou planos para introduzir beliches na classe econômica, em voos de longa duração. Na semana passada, a companhia de aviação apresentou um pedido de patente e de registro de marca para seu “Economy Skynest” [ninho celeste], um protótipo que inclui seis cápsulas para repouso dispostas em forma de dois conjuntos de beliches triplos, e anunciou que espera licenciar o produto para outras companhias de aviação.

Cada leito tem 200 centímetros de comprimento e 58 centímetros de largura, com travesseiros, cobertores, lençóis, cortinas para proteger a privacidade e iluminação projetada para encorajar o sono.

A companhia deve lançar um serviço direto entre Auckland e Nova York em outubro, com voos de até 17 horas e 40 minutos de duração, e está ansiosa por tornar essas jornadas de duração muito longa o mais confortáveis que puder.

Modelo A321neo da Air New Zealand; a aeronave acomoda 214 passageiros - Divulgação

“Um claro incômodo para os passageiros de classe econômica, nos voos de longa duração, é não terem como se esticar”, disse Mike Tod, vice-presidente de marketing e de atendimento ao cliente da Air New Zealand.

Em 2011, a empresa introduziu o “Skycouch” [sofá celeste], uma fileira de três assentos de classe econômica na qual os apoios para os pés sobem e os braços das poltronas podem ser erguidos, criando uma área sem obstáculos com 155 centímetros de comprimento.

O conceito Skynest já está em desenvolvimento há três anos. A ideia é que, em lugar de reservar um beliche para toda a viagem, o passageiro de um assento normal pague uma tarifa adicional pelo uso do leito por um determinado período, com a tripulação mudando os lençóis entre os turnos de uso.

A companhia já admitiu que, comparado ao Skycouch, o desafio de conseguir certificação plena para o protótipo do Skynest será “imenso”. Enquanto prossegue o desenvolvimento, uma decisão final sobre introduzi-lo ou não em voos comerciais não será tomada antes de 2021. airnewzealand.com

Alasca

Cinco turistas italianos, um dos quais sofrendo de congelamento, foram resgatados no final de semana depois de visitar um ônibus abandonado em uma área remota que se tornou local de peregrinação e atrai viajantes, para preocupação dos moradores locais.

Christopher McCandless, um viajante jovem e idealista, morreu de fome no ônibus em 1992, depois de tentar viver da terra. Sua história ganhou popularidade por conta do livro “Na Natureza Selvagem” (1996), de Jon Krakauer, e do filme homônimo dirigido por Sean Penn em 2007, o que levou outras pessoas a tentar visitar o local a despeito da travessia perigosa do rio Teklanika que isso torna necessário.

Em julho do ano passado, uma mulher de 24 anos da Belarus se afogou lá, e o mesmo aconteceu com uma mulher suíça de 29 anos em 2010. Algumas pessoas pedem que o ônibus seja destruído.

Tradução de Paulo Migliacci

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