'Alcolumbre é meu chapa', diz Bolsonaro ao afirmar que minirreforma trabalhista será votada na segunda

MP reduz encargos para cotratação de jovens no primeiro emprego e pessoas acima de 55 anos que estavam fora do mercado formal

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste sábado (18) que a Medida Provisória do Emprego Verde e Amarelo deve ser votada pelo Senado na segunda (20), último dia de vigência da proposição.

A MP reduz encargos para patrões que contratarem jovens no primeiro emprego e pessoas acima de 55 anos que estavam fora do mercado formal.

Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em fevereiro de 2020.
Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em fevereiro de 2020. - Adriano Machado/REUTERS

Caso os senadores não avalizem a medida na segunda, ela perde a validade e caberá ao Congresso definir, por meio de projeto de decreto legislativo, as regras para os atos ocorridos durante os 120 dias em que ela teve força de lei.

O Senado vive um clima de rebelião e ameaça deixar o texto caducar, principalmente diante de ataques feitos por Bolsonaro contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Questionado neste sábado se havia feito um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), para viabilizar a votação da MP a tempo, Bolsonaro respondeu que não tem nada contra o senado. "O Davi é meu chapa", disse.

As declarações do mandatário foram dadas no alto da rampa do Palácio do Planalto.

Ele deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial, pouco depois das 15 horas deste sábado e seguiu para o Planalto.

Do alto da rampa, Bolsonaro conversou com assessores a acenou para apoiadores em frente ao edifício.
Ao perceberem que o presidente estava na área externa do Palácio, simpatizantes pararam em frente ao local.

Por volta das 15h50, o grupo de apoiadores era formado por cerca de 20 pessoas.

O presidente também comentou o pacote de ajuda a estados e municípios aprovado pela Câmara dos Deputados.

O texto obriga a União a recompor perdas com ICMS e ISS que os demais entes federados tenham com a crise do novo coronavírus e o Planalto tenta negociar um pacote alternativo.

O presidente disse que não "há dinheiro" para tudo isso e disse que, caso a proposta vá adiante, quem pagará a conta será o contribuinte.

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