Embraer propõe novo plano de demissão voluntária

PDV é o segundo apenas em julho; sindicato é contra proposta

São Paulo

A Embraer propôs nesta quinta-feira (30) um PDV (Plano de Demissão Voluntária), o segundo neste mês.

No início de julho, a empresa anunciou uma proposta voltada a funcionários que estavam em férias coletivas e que iniciariam um período de licença remunerada.

Neste novo programa, cujas inscrições começam nesta sexta-feira (31), poderão participar, além dos trabalhadores que estavam em licença, os trabalhadores já aposentados e aqueles com mais de 55 anos.

O período de adesão vai até o dia 14 de agosto.

A proposta da Embraer inclui plano de saúde para funcionários e dependentes até janeiro de 2021, auxílio-alimentação de R$ 450 mensais pelo mesmo período, apoio para recolocação no mercado, verbas rescisórias comuns a desligamentos sem justa causa e indenização de 10% do salário-base nominal por ano de empresa.

Em nota, a Embraer diz que já tomou uma série de medidas para preservar a saúde e empregos durante a crise causada pelo novo coroanvírus, que abalou fortemente a indústria aéronautica. Dentre elas, a empresa implantou home office, concessão de férias coletivas, suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay-off), redução da jornada de trabalho e PDV para um grupo de colaboradores que estava em licença remunerada.

A proposta do PDV ainda ocorre após a derrocada do acordo para a venda da área de aviação comercial da Embraer para a Boeing.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos classificou os incentivos com "irrisórios".

De acordo com os sindicalistas, a fabricante de aeronaves se nega divulgar o número de funcionários que aderiram ao último PDV e dizem que a empresa tem interesse em um novo acordo de layoff. O sindicato quer ainda estabilidade para todos os trabalhadores que não aderirem ao plano.

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