Descrição de chapéu Pix

Banco Central aprova 762 instituições para o Pix; 218 desistem ou têm pedido negado

Fase de cadastro e homologação dos bancos foi encerrada em 16 de outubro e será reaberta permanentemente em 1º de dezembro

Brasília e São Paulo

O Banco Central informou, nesta quinta-feira (22), que 762 instituições financeiras foram aprovadas para integrarem o Pix, sistema de pagamentos instantâneos da autoridade monetária.

A maior parte das autorizações, 629, foram concedidas a cooperativas de crédito. Também foram aprovados 57 bancos, incluindo a Caixa Econômica, 57 instituições de pagamento, 11 sociedades de crédito e 7 sociedades de crédito direto, modalidade criada pelo BC em que se encaixam as fintechs de crédito

Em junho, havia 980 instituições que já haviam recebido o aval do BC ou que estavam em processo de análise. Dessas, 218, ou 22%, desistiram do pedido ou não foram consideradas aptas para a entrada em operação no Pix.

Empresas de grandes nomes que haviam se inscrito previamente não estão na lista final, como Banco XP, Citibank, Méliuz, Rede, Paypal e Alipay (plataforma de pagamentos digitais do grupo Alibaba).

Uma nova reabertura para o cadastro está prevista para 1º de dezembro, momento em que as companhias que ainda não se inscreveram, que foram vetadas ou que desistiram terão a oportunidade de fazer um novo pedido de participação.​

Em nota, a XP afirmou que deve aderir ao Pix em breve, quando começar a oferecer serviços de conta digital.

A Rede afirmou que dará prioridade de escolha aos seus clientes, se conectando `a interface do sistema da instituição financeira escolhida por eles. "Como este modelo não caracteriza um participante direto ou indireto, a Rede não está presente nesta lista consultada”, afirmou.

A Ant Group, que controla o Alipay, afirmou que pediu voluntariamente para ser retirada do sistema Pix "de acordo com sua estratégia de internacionalização".

O Méliuz, por conta do processo de IPO (abertura de capital), se encontra em período de silêncio.

O Citi afirmou já possuir plataforma de pagamento instantâneo em operação em 24 países e reforçou seu compromisso em atender os requisitos regulatórios determinados pelo Banco Central.

Paypal não respondeu até a conclusão desta reportagem.

Na prática, o Pix vai transformar toda conta –seja ela corrente, poupança, de pagamento ou uma carteira digital– em um grande sistema de pagamentos que concorrerá com cartões e maquininhas.

Com o aplicativo financeiro que o usuário já tem, será possível mandar dinheiro para outra pessoa ou empresa de maneira instantânea e independente de qual seja a instituição de recebimento. As transações poderão ser feitas 24 horas, sete dias por semana e acontecerão de maneira gratuita para pessoas físicas e microempreendedores individuais.

A nova ferramenta começará a funcionar em 16 de novembro.

"A quantidade e a diversidade das instituições que estão aptas a ofertar o Pix reforçam o caráter aberto e universal do arranjo de pagamento, evidenciam a grande competitividade que o Pix traz ao mercado e demonstram o forte engajamento dos diversos agentes para a adoção do Pix", disse o BC em nota.

A criação das chaves de clientes, que começou em 5 de outubro, continua e 50 milhões foram registradas até esta quinta.

O cadastro das chaves é quando o usuário vincula ao número do celular ou ao endereço de e-mail, por exemplo, as informações pessoais e bancárias dele.

Na prática, quem fizer o cadastramento das chaves não vai precisar informar todos os seus dados na hora de transferir dinheiro ou pagar conta pelo Pix, ela precisará apenas falar a chave cadastrada (CPF, e-mail ou número de celular, por exemplo).

Quem não fizer o registro poderá realizar um Pix normalmente, mas precisará informar seus dados. Segundo o BC, uma pessoa pode fazer até 5 chaves por conta-corrente e uma empresa, pode até 20.

A nova ferramenta permitirá que o consumidor faça transferências e pagamentos a qualquer hora, inclusive aos fins de semana, em menos de dez segundos.

As transações poderão ser realizadas entre bancos diferentes e serão gratuitas ao usuário, mas empresas poderão ser tarifadas.

Pela câmera do celular, o consumidor poderá escanear o QR code, integrada ao aplicativo do banco ou da fintech, e realizar o pagamento ou transferência. As transações serão feitas por meio de QR code estático ou dinâmico.

O estático é gerado uma vez só pelo estabelecimento, para todas as operações. Nesse caso, a pessoa terá que digitar o valor. O dinâmico é um QR code gerado a cada operação, já com o valor definido.

O cliente pode consultar se a instituição com a qual tem relacionamento aderiu ao serviço de pagamentos instantâneos.

A lista completa pode ser consultada na página do BC. Acesse aqui.

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