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HSM abre espaço de inovação em educação em SP

Batizado de 'Learning Village', local receberá startups para residência

São Paulo

A plataforma de educação HSM, ligada ao grupo Ânima, anunciou um espaço voltado para fomentar o desenvolvimento de tecnologias para a educação.

O Learning Village vai ocupar cinco andares de um prédio recém-erguido na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. A ideia é que startups, empresas, fundos de investimento e outros agentes usem o espaço para a troca de conhecimento e inovação.

O local foi reformado com salas de aula, de reunião, estúdios de podcast, áreas de trabalho colaborativo e um espaço maker que conta com tecnologias como uma impressora 3D. Entre as empresas parceiras do projeto estão a Deloitte, Ambev, Vibra, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e o Hospital Sírio Libanês.

Espaço do Learning Village, na Vila Madalena, em São Paulo
Espaço do Learning Village, na Vila Madalena, em São Paulo - Divulgação

A apresentação do espaço foi feita em um evento presencial na noite de quarta-feira (11), que contou com cerca de 50 pessoas e representantes das empresas envolvidas. Mas o principal convidado, Peter Diamandis, participou de forma online. Ele é o cofundador da Singularity University, instituição dedicada ao ensino de inovação para empreendedores e executivos do Vale do Silício.

No ano passado, a HSM lançou um braço da instituição no Brasil, a SingularityU Brazil, que é também parceira na criação do Learning Village. Diamondis destacou a importância de espaços como o recém-criado para a conexão entre empreendedores.

"A comunidade, encontrar o hub certo, é o ponto mais importante para empreendedores. É o que direciona nossa habilidade de mudar o mundo", disse o empresário. "Se você perguntasse a Steve Jobs ou Jeff Bezos se era mais importante para eles o dinheiro ou a mentalidade correta, eles diritam a mentalidade."

Segundo Reynaldo Gama, presidente-executivo da HSM e da SingularityU Brazil, o objetivo do Learning Village é fomentar um ecossistema de aprendizado para inovação, garantindo que futuros empreendedores invistam no Brasil.

"Aqueles que saem do país são os que podem mudar nossa sociedade. Queremos que jovens empreendam e gerem emprego aqui", disse.

Além das empresas envolvidas, 25 startups serão selecionadas para um primeiro processo de residência no espaço. Elas terão mentoria e acesso a rede de contatos para impulsionar seus negócios.

Quatro já devem começar a utilizar o local nas próximas semanas: a Beetools, focada no ensino de inglês, a Bioedtech, que realiza bioimpressão de tecidos, e B.equal, dedicado à jornada da maternidade, e a CogniSigns, que desenvolve inteligência artificial para o diagnóstico de autismo.

De acordo com Gama, para serem selecionadas para o programa as startups precisam já ter proposta de mercado interessante, uma solução para um problema real do mundo, e terem passado o estágio inicial de atuação, contando já com clientes para o serviço oferecido.

A partir do dia 7 de dezembro, o Learning Village estará aberto para os demais residentes selecionados. A expectativa é abrir todos os andares ao público em fevereiro do ano que vem. ​

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