Papa recomenda silêncio e oração diante de ataques

Sem fazer referência direta às acusações que vem sofrendo, Francisco fala que pessoas buscam o escândalo

Foto divulgada pelo Vaticano mostra o papa Francisco em encontro com membros da associação Vespa Piaggio; o pontífice recebeu como doação uma Vespa 50R original - Vaticano/AFP
Vaticano | AFP

O papa Francisco, alvo de ataques da ala conservadora da Igreja Católica, afirmou nesta segunda-feira (3) que só "o silêncio e a oração" podem combater "o escândalo e a divisão". 

Acusado pelo arcebispo Carlo Maria Viganò de ter acobertado abusos sexuais cometidos por padres católicos nos EUA, Francisco não quis comentar o caso na semana passada. O arcebispo defendeu ainda a renúncia de Francisco.

Em um sermão durante sua primeira missa semanal na residência de Santa Marta, no Vaticano, voltou a defender o silêncio.

"Com as pessoas que não têm boa vontade, com pessoas que só buscam o escândalo, que só buscam a divisão, que só buscam a destruição, inclusive no seio das famílias: [só se pode recorrer] ao silêncio. E eu rezo", afirmou, segundo site de notícias do Vaticano.

No fim de semana, Viganò voltou a acusar Francisco, desta vez de ter mentido sobre seu encontro com a tabeliã Kim Davis, durante sua visita aos EUA em 2015. A funcionária se recusava a emitir certidões de casamento de casais gays.

Segundo relato do Vaticano, o papa não sabia quem Davis era e demitiu o núncio após o encontro.

Mas de acordo com Viganò, o Vaticano não apenas deu luz verde ao encontro como o papa parabenizou Davis pela coragem e disse para ela "perseverar.

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