Mesmo atirador realizou o ataque nas duas mesquitas na Nova Zelândia, diz polícia

Autoridades também confirmaram que há crianças entre os 50 mortos no massacre

Mulher observa flores deixadas na frente de hospital em Christchurch para homenagear as vítimas do massacre
Mulher observa flores deixadas na frente de hospital em Christchurch para homenagear as vítimas do massacre - Anthony Wallace/AFP
Christchurch (Nova Zelândia) e São Paulo | AFP e Reuters

As autoridades da Nova Zelândia começaram a divulgar neste sábado (16) detalhes sobre as vítimas do massacre de sexta (15) na cidade de Christchurch e anunciaram que há crianças entre os 50 mortos na ação. 

O comissário da polícia local, Mike Bush, divulgou também mais detalhes do caso e confirmou que foi o mesmo atirador que realizou o ataque contra as duas mesquitas —a suspeita era que poderia haver um segundo atirador. 

O atirador foi identificado como o australiano Brenton Tarrant, 28, que foi detido pela polícia e segue preso. Na manhã deste sábado, ele foi levado a um tribunal e oficialmente denunciado por homicídio. 

Em entrevista coletiva, Bush disse que as investigações mostraram que duas pessoas que também tinham sido detidas após a ação não tinham ligação com o caso. Uma delas foi liberada e uma segunda foi indiciada por porte ilegal de armas.  

Ele confirmou ainda que a principal hipótese é que Tarrant agiu sozinho, mas a polícia segue investigando se outras pessoas participação do planejamento do ataque. A existência de um segundo atirador, porém, está descartada.

Tarrant transmitiu ao vivo o massacre pelo Facebook. As imagens mostram ele entrando na mesquita de Al Noor, no centro da cidade, e disparando contra os frequentadores —41 pessoas morreram no local.  

Após o ataque no local, o australiano entrou em seu carro e dirigiu por sete minutos até outra mesquita, de Linwood, onde matou outras sete pessoas. A última vítima morreu no hospital.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que Tarrant planejava continuar seu ataque após a ação na segunda mesquita, mas acabou sendo preso por dois policiais comunitários que estavam no local.

Segundo ela, o atirador foi detido 36 minutos após os serviços de emergência terem sido avisado dos primeiros tiros, por volta das 13h40 locais de sexta (21h40 de quinta no horário de Brasília).  

O autor divulgou pouco antes do ataque um manifesto pelo Twitter no qual assumiu a autoria da ação e elencou líderes racistas e nacionalistas como seus heróis.

O gabinete de Ardern afirmou que Tarrant enviou por email diretamente para ela o texto do manifesto dez minutos antes de começar os ataques. 

Além dela, outros políticos e veículos da imprensa internacional também receberam o texto, disse o governo.   

Também neste sábado, o jornal New Zealand Herald conseguiu confirmar o nome de ao menos 25 vítimas, com idades que vão de 3 a 71 anos. Além de neozelandeses, há entre os mortos palestinos, indianos, bengalis, paquistaneses e egípcios.

Ardern já tinha anunciado que havia estrangeiros entre os mortos, incluindo imigrantes da Turquia, Malásia, Paquistão, Arábia Saudita e Indonésia. Ao menos cinco crianças também morreram, de acordo com a publicação. 

Os nomes, porém, ainda não foram confirmados pelas autoridades neozelandesas. 

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