Descrição de chapéu Venezuela

Supremo da Venezuela pede fim de imunidade parlamentar de Juan Guaidó

Líder oposicionista também terá que pagar multa por ter deixado o país sem autorização

São Paulo | AFP

O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado pelo regime do ditador Nicolás Maduro, pediu nesta segunda (1º), à Assembleia Nacional, de maioria opositora, que retire a imunidade parlamentar de seu presidente, o líder opositor Juan Guaidó.

De acordo com o site El Universal, o pedido foi feito no âmbito de uma suposta investigação contra Guaidó, que violou uma medida de 29 de janeiro que o proibia de deixar o país sem autorização. O fim da imunidade parlamentar abre caminho para que Guaidó seja julgado pela Justiça comum. 

Entre o fim de fevereiro e o início de março, Guaidó fez uma turnê por países da América do Sul em busca de apoio internacional à sua campanha contra o regime de Maduro. Por esta razão, Maikel Moreno, presidente do TSJ, também impôs uma multa de 200 unidades fiscais (10 mil bolívares venezuelanos) ao líder opositor.

O TSJ ratificou ainda a proibição de saída da Venezuela por Guaidó, assim como o bloqueio das suas contas bancárias.

Na quinta-feira (28), Guaidó havia sido proibido de ocupar cargos públicos na Venezuela por 15 anos. O controlador-geral do país, Elvis Amoroso, disse que o autodeclarado presidente interino do país não explicou a origem de fundos que utilizou para pagar viagens ao exterior desde que tomou posse na Assembleia Nacional, e que seus rendimentos são incompatíveis com seus gastos.

Guaidó é o líder do movimento de oposição contra o governo Maduro. O ditador venezuelano foi reeleito em 2018 em eleições consideradas fraudulentas, boicotada por grande parte da oposição e sem a presença de observadores internacionais. 

Em 11 de janeiro, Guaidó invocou a Constituição para se declarar presidente interino da Venezuela, um dia após Maduro tomar posse para iniciar um novo mandato no país. Nas semanas seguintes, foi reconhecido por mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia, os Estados Unidos e o Brasil.

O líder opositor Juan Guaidó - Reuters


 

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