Descrição de chapéu Coreia do Norte

Meio-irmão de Kim Jong-un era informante da CIA, diz Wall Street Journal

Assassinado em 2017, Kim Jong-nam também teria mantido contato com serviços de segurança da China

Washington | Reuters

Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, era informante da CIA, a agência de espionagem americana, informou nesta segunda-feira (10) o jornal The Wall Street Journal. 

O jornal citou uma fonte que afirmou haver um nexo entre a agência e Jong-nam, assassinado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, em fevereiro de 2017, quando duas mulheres borrifaram a substância neurotóxica VX em seu rosto. 

No entanto, a reportagem afirma que detalhes sobre o relacionamento entre o meio-irmão de Kim Jong-un e a CIA ainda são nebulosos. A CIA não comentou. 

TVs mostram notícias sobre assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, em Seul - Jung Yeon-je - 14.fev.17/AFP

"Vários ex-funcionários americanos afirmaram que o meio-irmão, que havia vivido fora da Coreia do Norte por muitos anos e não tinha uma base de poder em Pyongyang, não deveria ser capaz de dar detalhes sobre o funcionamento do regime", afirmou o WSJ.

Mas a reportagem diz que Jong-nam provavelmente estava em contato com os serviços de segurança de outros países, principalmente da China. 

Para os EUA e a Coreia do Sul, Kim Jong-un ordenou o assassinato do meio-irmão, que era crítico ao regime norte-coreano. Pyongyang nega a acusação.

Duas mulheres foram acusadas de envenenar Jong-nam. Em maio, a Malásia libertou a vietnamita Doan Thi Huong, e em março, a indonésia Siti Aisyah.

Segundo o WSJ, a viagem que Jong-nam faria era para se encontrar com seu contato na CIA. 

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.