Descrição de chapéu Governo Trump

Chanceler nega que presidente da Ucrânia tenha sido pressionado por Trump

Reportagens revelaram que americano pediu a Volodimir Zelenski que investigasse filho de Joe Biden

Kiev (Ucrânia) | Reuters

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Vadim Pristaiko, negou neste sábado (21) que o líder ucraniano Volodimir Zelenski tenha sofrido algum tipo de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.

Nesta sexta (20), reportagem do The Wall Street Journal revelou que, em um telefonema em julho, Trump pressionou Zelenski, cerca de oito vezes, para que investigasse o filho do pré-candidato presidencial democrata Joe Biden.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, discursa durante a primeira sessão do parlamento recém-eleito, em Kiev - Gleb Garanich - 29.ago.2019/Reuters

Biden, ex-vice presidente dos EUA e um dos favoritos na disputa pela nomeação do Partido Democrata, é um dos principais rivais políticos de Trump para 2020.

"Eu sei do que se tratava a conversa e acho que não houve pressão", disse Pristaiko em entrevista a um canal ucraniano. "Essa conversa foi longa, amigável e abordou muitas perguntas, às vezes exigindo respostas sérias."

Trump deve se encontrar com Zelenski durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana.

O ministro reforçou que o presidente tem o direito de manter conversas confidenciais com outros líderes. "Quero dizer que somos um estado independente, temos nossos segredos", afirmou.

Segundo as denúncias recebidas de um informante, Trump pediu a Zelenski que trabalhasse na investigação com Rudolph Giuliani, seu advogado pessoal. 

Giuliani se reuniu em junho e agosto com as principais autoridades ucranianas sobre a perspectiva de uma investigação. Em entrevista, o advogado chegou a sugerir que Biden, como vice-presidente, trabalhou para proteger uma empresa de gás ucraniana ligada a seu filho, Hunter Biden, de ser investigada. 

Uma autoridade ucraniana disse, no início deste ano, que não tinha evidências de irregularidades cometidas por Biden ou seu filho.

Nesta sexta (20), Trump defendeu sua ligação com Zelenski como "totalmente apropriada", mas se recusou a dizer se havia pedido ao líder ucraniano que investigasse Biden. "Não importa o que eu falei", disse ele.

De imediato, a denúncia —que veio à tona na quinta (19) , mas sem mencionar nomes—, provocou um novo impasse entre o Congresso e o Poder Executivo.

Joe Biden exigiu, nesta sexta, que Trump divulgue a transcrição da conversa telefônica com Volodimir Zelenski na qual teria pedido a abertura de uma investigação contra seu filho.

"Uma corrupção tão clara danifica e diminui as instituições governamentais ao convertê-las em ferramentas pessoais de vingança política", afirmou Biden em comunicado. ​

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