Em segundo ataque a tiros em dois dias, 15 morrem no México

Policiais entraram em confronto com homens fortemente armados que circulavam em veículos roubados

Cidade do México | Reuters e AFP

Um tiroteio entre policiais e civis armados deixou 15 mortos nesta terça-feira (15) no estado de Guerrero, no sudoeste do México. É o segundo ataque a tiros no país nos últimos dois dias. 

O porta-voz de segurança pública estadual afirmou que 14 civis e um militar morreram em uma troca de tiros em Tepochic, próximo da cidade de Iguala, conhecida pelo desaparecimento de 43 estudantes em 2014. 

Os agentes entraram em confronto com homens armados que circulavam em três veículos roubados, de acordo com informações oficiais.

Na segunda-feira (14), suspeitos de integrar um cartel de drogas mataram 13 policias no estado de Michoacán, vizinho a Guerrero.

Parentes e membros da polícia velam corpo de agentes mortos em Michoacan na segunda-feira (14)
Parentes e membros da polícia velam corpo de agentes mortos em Michoacan na segunda-feira (14) - Enrique Castro - 15.out.2019/AFP

De acordo com a imprensa local, a polícia estadual caiu em uma emboscada preparada por homens a bordo de vans blindadas. 

Guerrero e Michoacán são dois dos estados mais violentos do México, onde gangues rivais se enfrentam para controlar rotas de tráfico de drogas que ligam a região ao Pacífico e ao interior do país. 

Defendendo sua estratégia para a segurança pública, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, culpou gestões anteriores pela violência crônica no país. 

O esquerdista AMLO, como é conhecido, disse que a emboscada em Michoacán era "lamentável" e reafirmou seu compromisso com o aumento nos gastos com segurança.

"Estou otimista de que garantiremos a paz. Estamos totalmente dedicados a essa questão, mas [governos anteriores] permitiram que a situação se agravasse", disse. 

Os últimos episódios têm o potencial de aumentar a pressão para que o líder apresente soluções para o problema que prometeu resolver quando assumiu o cargo, em dezembro do ano passado. 

No final de 2006, o governo lançou uma polêmica ofensiva militar contra o crime organizado, apontada por especialistas e defensores dos direitos humanos como uma das principais causas do aumento da violência no México. 

Segundo dados oficiais, desde então mais de 250 mil assassinatos foram registrados, embora não seja especificado quantos casos estão relacionados ao combate a crimes.

Estimativas mostram que o índice de homicídios no México neste ano deve superar o de 2018.

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