Descrição de chapéu Governo Trump

Em segunda leva de indultos, Trump perdoa amigo e pai do genro

Foram 26 novos perdões para aliados do republicano nesta quarta

Palm Beach (Flórida) | Reuters

Em uma nova leva de indultos pelo segundo dia seguido, o presidente Donald Trump concedeu perdão nesta quarta (23) a duas figuras que se recusaram a cooperar com os promotores durante a investigação da interferência russa nas eleições de 2016 —Paul Manafort, diretor da campanha eleitoral do republicano naquele ano, e Roger Stone, seu amigo e conselheiro informal de longa data— e também a Charles Kushner, pai de seu genro, Jared Kushner.

Os três são os principais nomes em uma leva de 26 indultos e três comutações de pena divulgados pela Casa Branca nesta quarta, depois que o presidente viajou para sua casa em Palm Beach, na Flórida, para passar as festas de fim de ano.

Roger Stone, perdoado por Trump, após audiência em fevereiro, em Washington - Brendan Smialowski -20.fev.2020/AFP

Dos 65 perdões e comutações de pena divulgados por Trump desde terça (22), 60 foram para pessoas com conexões pessoais com o presidente, de acordo com um levantamento da Universidade Harvard divulgado pelo jornal The New York Times.

O perdão de Manafort poupou seu aliado republicano de cumprir a maior parte de sua pena de sete anos e meio de prisão. Manafort, 70, foi um dos primeiros no círculo interno de Trump a enfrentar acusações apresentadas pelo Conselheiro Especial Robert Mueller como parte de sua investigação sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016.

Stone foi condenado em novembro de 2019 por um júri de Washington por mentir sob juramento a legisladores que também investigavam a interferência russa nas eleições de 2016. Trump comutou sua sentença em julho, um dia antes de Stone começar a cumprir uma pena de três anos e quatro meses.

Kushner, pai do genro de Trump, Jared Kushner, foi condenado a dois anos de prisão depois de se declarar culpado em 2004 de 18 acusações de evasão fiscal, adulteração de testemunhas e doações ilegais para campanha.

Na terça, Trump já havia perdoado uma série de aliados, dentre os quais George Papadopoulos, que era assessor de política externa da campanha de Trump em 2016 e se declarou culpado, em 2017, de falso testemunho a autoridades federais como parte da investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller.

Recentemente, o republicano também perdoou seu ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, que se declarou duas vezes culpado ao FBI, a polícia federal americana, por mentir para investigadores.

A lista de perdoados nesta semana pelo presidente também inclui funcionários terceirizados do governo condenados pela morte de civis enquanto trabalhavam no Iraque em 2007.

Um deles, Nicholas Slatten, tinha sido sentenciado a prisão perpétua. Ele trabalhava para a companhia Blackwater e foi condenado por sua partipação na morte de 17 civis iraquianos em Bagdá —um massacre que deixou uma das maiores marcas na atuação dos Estados Unidos durante a guerra.

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