Novo Congresso dos EUA assume, e Nancy Pelosi é reeleita presidente da Câmara

Posse de congressistas ocorre às vésperas de pleito na Geórgia que definirá controle do Senado

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Atlanta e Washington | AFP e Reuters

O novo Congresso dos EUA assumiu suas funções neste domingo (3) e, como já era esperado, reelegeu Nancy Pelosi, 80, como presidente da Câmara dos Representantes.

A democrata, que terá um mandato de dois anos, terá o desafio de contar com a maioria mais apertada do partido em duas décadas —dos 435 membros, 222 pertencem à sua sigla. Pelosi obteve 216 votos, superando por pouco os 209 do deputado Kevin McCarthy, da Califórnia, líder dos republicanos.

O Congresso assume em meio a um ambiente de incerteza política, com o controle do Senado a ser definido pela eleição na Geórgia na terça-feira (5), e de expectativa, com a promessa de uma sessão agitada no dia seguinte, na quarta-feira (6), quando o Congresso ratificará o resultado do Colégio Eleitoral.

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, acena com martelo na sessão em que foi reeleita para o cargo - Bill O'Leary/Pool/Reuters

Será uma sessão conjunta entre Câmara e Senado presidida pelo atual vice-presidente do país, Mike Pence, última etapa de um longo e conturbado processo eleitoral.

Na Geórgia, os senadores republicanos Kelly Loeffler e David Perdue enfrentam respectivamente os democratas Raphael Warnock e Jon Ossof. Caso os democratas vençam as duas disputas, a Casa passará a ter 50 senadores do partido (contando os independentes alinhados à sigla) e 50 republicanos.

Neste caso, o voto de minerva será da vice-presidente eleita, a democrata Kamala Harris.

Uma prova da importância do que está em jogo é que tanto o atual presidente Donald Trump quanto Biden visitarão o estado, assim como seus vice-presidentes. Kamala, que em 20 de janeiro se tornará a primeira mulher negra a chegar à vice-Presidência do país, é uma figura importante para motivar o eleitorado negro, considerado um grupo crucial para a disputa.

"Temos apenas alguns dias para fazer todo o possível para voltar ao Senado", disse Biden, no sábado (2), em suas redes sociais. Nas últimas semanas, Trump também fez publicações sobre o pleito na Geórgia, só que mais para denunciar supostas fraudes em massa que, segundo ele, roubaram sua vitória neste estado tradicionalmente republicano —ele não apresentou provas que sustentassem as acusações.

O presidente também tem pressionado para que o Congresso anule o resultado da eleição, já que as tentativas de sua campanha nos tribunais foram rejeitadas. Trump travou uma batalha jurídica e midiática para impedir a vitória de seu opositor, mas não obteve sucesso. ​

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