Em evento virtual por conta da pandemia, marmota prevê que frio vai continuar nos EUA

Pequena cidade da Pensilvânia mantém a tradicional celebração desde 1887

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São Paulo

Todos os anos, milhares de pessoas se reúnem da cidade de Punxsutawney, na Pensilvânia, nos EUA, para ver de perto uma marmota prever quanto tempo ainda vai durar o frio do inverno no hemisfério Norte.

Por conta da pandemia, a tradição, conhecida como Dia da Marmota e repetida desde 1887, foi virtual neste ano —nesta terça (2), a marmota Punxsutawney Phil saiu de sua toca sem presença de público. E previu que virá mais frio por lá.

O apresentador A.J. Dereume segura a marmota Punxsutawney Phil, durante evento em Punxsutawney, na Pensilvânia - Alan Freed - 2.fev.21/Reuters

Assim, estiveram presentes apenas os apresentadores, vestidos com cartola, smoking e gravata-borboleta, alguns convidados e representantes da imprensa.

Segundo a tradição, caso a marmota volte para a toca ao ver sua própria sombra, o frio rigoroso durará mais seis semanas. Foi o que aconteceu neste ano: o frio não deverá ir embora tão cedo, previu Phill.

Caso ela não tivesse visto sua sombra, significaria que o calor da primavera estaria a caminho.

O nordeste dos EUA enfrentam uma forte nevasca desde domingo, com neve cobrindo várias áreas, interrompendo a circulação e suspendendo, inclusive, a campanha de vacinação contra a Covid-19 em Nova York.

O roedor —que é substituído e rebatizado a cada vez que um animal titular morre— previu inverno mais longo 78% das vezes. Segundo o Noaa (Centros Nacionais de Informação Ambiental, na sigla em inglês), Phil acertou 50% das vezes nos últimos dez anos —ou seja, índice de acerto igual ao de uma previsão aleatória.

O evento do Dia da Marmota foi retratado na comédia "Feitiço do Tempo", de 1993, no qual um repórter de TV, vivido por Bill Murray, fica "preso" neste dia e é obrigado a reviver a mesma data inúmeras vezes, em sequência. Com isso, "Dia da Marmota" passou a ser uma forma de se referir à sensação de que os dias se repetem, situação comum nestes tempos de pandemia.

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