Chauvin e três ex-agentes enfrentam novas acusações pela morte de Floyd nos EUA

Movido pelo Departamento de Justiça, processo é separado das acusações do estado de Minnesota

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Minneapolis | AFP e Reuters

Derek Chauvin e outros três ex-policiais de Minneapolis enfrentam acusações federais de direitos civis por seu papel na prisão e no assassinato de George Floyd, anunciou o Departamento de Justiça nesta sexta-feira (7), mostrando uma postura mais dura da pasta em casos de violência policial.

As acusações reveladas são separadas das do estado de Minnesota contra os quatro oficiais envolvidos. No mês passado, Chauvin foi condenado pelo assassinato de Floyd após o veredicto do júri—nesta semana seu advogado entrou com uma série de moções pedindo um novo julgamento, o que é habitual neste tipo de caso, mas pouco provável de ser aceito.

Os outros três policiais (​​Tou Thao, J. Alexander Kueng e Thomas Lane) envolvidos na prisão também enfrentam acusações, mas ainda não foram a julgamento, o que deve acontecer nos próximos meses.

Os quatro são acusados de não prestarem assistência a alguém que tinha "clara necessidade" de cuidados médicos, diz a acusação desta sexta.

Thao, Kueng e Lane apareceram com seus advogados por videoconferência no tribunal federal de Minneapolis. Os três foram libertados com fiança de US$ 25 mil (R$ 130 mil) e também serão julgados por não terem impedido Chauvin de agir com força excessiva.

A morte de Floyd, registrada em vídeo em 25 de maio do ano passado, fez eclodir uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial nos EUA e em mais de 60 países. Chauvin pressionou o joelho no pescoço de Floyd por mais de nove minutos, quando ele e os outros três policiais prenderam o homem negro de 46 anos.

Floyd, que estava algemado, foi acusado de usar uma nota falsa de US$ 20 (R$ 104) para comprar cigarros em um supermercado.

O julgamento de Chauvin começou em 29 de março, e 45 testemunhas foram ouvidas, entre policiais, especialistas médicos e transeuntes que presenciaram a abordagem policial. Ele se declarou inocente de todas as acusações e renunciou ao seu direito de testemunhar perante os jurados.

A sentença foi dada por um grupo de 12 jurados depois de três semanas. Chauvin foi condenado em três categorias de homicídio e permanece sob custódia enquanto aguarda uma audiência marcada para 25 de junho.

O ex-policial pode pegar até 40 anos de prisão. Como ele é réu primário, uma condenação do tipo geralmente levaria a 12,5 anos de detenção, mas os promotores podem pedir a ampliação da pena, com base em agravantes.

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Em outra acusação federal, Chauvin ainda foi acusado de violar os direitos de um garoto de 14 anos durante uma prisão em setembro de 2017. Ele segurou o adolescente pelo pescoço e o acertou com uma lanterna.

As acusações foram o sinal mais recente de que o Departamento de Justiça, sob o governo de Joe Biden, está adotando uma linha mais dura contra os abusos da polícia, um papel que os defensores dos direitos civis dizem que o departamento negligenciou durante a administração de Donald Trump.

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