Alckmin diz não ver problema em apoiar Doria e França para governo de SP

Tucano afirma que seria uma honra ter o apoio do PSB ao seu nome na disputa presidencial

Gustavo Uribe
Brasília

​O pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (20) não ver problema em fazer campanha simultaneamente para os pré-candidatos João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo.

A jornalistas, ele elogiou o atual vice-governador e disse que sua pré-candidatura é "importante". Para o tucano, seria uma honra ter o apoio do PSB ao seu nome na disputa presidencial.

O governador paulista, Geraldo Alckmin, sorri ao lado de outros políticos no Fórum Mundial da Água, em Brasília
O governador paulista, Geraldo Alckmin, no Fórum Mundial da Água, em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress

"Nós teremos vários candidatos em São Paulo. Eu ficarei muito honrado com o apoio do Márcio França, uma candidatura importante. E a candidatura do meu partido é a do João Doria", disse.

Inicialmente, Alckmin não quis responder se subirá no palanque de ambos. Com a insistência dos repórteres, disse não haver problema em percorrer São Paulo ao lado de ambos. "Qual o problema? O apoio é ótimo", disse.

Nos últimos dias, Doria e França tem trocado farpas. O prefeito disse que ambos estão em "campos opostos" e o vice-governador afirmou que o tucano não cumpre a sua palavra.

Nesta terça-feira (20), a executiva nacional do partido oficializou a pré-candidatura de Alckmin como nome do PSDB à sucessão ao Palácio do Planalto.

Com a desistência do prefeito de Manaus, Arthur Vírgilio, de participar das prévias do partido, ele acabou como o único inscrito no processo de escolha do candidato tucano.

Alckmin também disse que não ficaram mágoas em sua relação com Vírgilio e que não espera o apoio do presidente Michel Temer à sua candidatura.

"Se o MDB disse que pretende ter candidato, só se pode fazer coligação com quem não tem candidato", disse.

Nesta terça-feira (20), Temer reconheceu pela primeira vez a possibilidade de disputar a reeleição. Para Alckmin, é "legítimo" que ele tente um novo mandato.

"O MDB é um partido grande e importante, e ter um candidato é legitimo", disse.

O tucano ressaltou, contudo, acreditar em uma redução no número de candidaturas com a aproximação das convenções partidárias.

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