Descrição de chapéu eleições 2016 pt

Ninguém está pronto para ser preso, diz Jaques Wagner 

O ex-governador da Bahia comentou afirmação do ex-presidente Lula, que se declarou pronto para prisão

Catia Seabra
Salvador

O ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, discordou nesta quarta-feira (14) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se declarou pronto para a prisão.

Segundo Wagner, a declaração de Lula é no sentido de determinação do ex-presidente de lutar mesmo preso.

O ex-ministro Jaques Wagner responde a indagações de jornalistas no Palácio do Planalto
O ex-ministro Jaques Wagner em entrevista no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 11.abri.2016/Folhapress

“Com certeza, ninguém  está pronto para ser preso, nem quer ser preso”, disse o ex-ministro.

O petista concordou, no entanto, com recente declaração do governador da Bahia e seu afilhado político, Rui Costa, segundo quem uma eventual prisão de Lula poderia beneficiar candidatos do PT nas eleições de outubro.

“Estão estigmatizando Lula cada vez mais e o transformando em um herói. Quanto mais batem em Lula, mais ele cresce. Óbvio que não gosto desta aposta”, disse.

Amigo de Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho afirmou ser importante lembrar que, desde o começo, Lula dizia que não restava a seus opositores outro caminho senão condená-lo e prendê-lo.

“Ele sabe que para os artífices do golpe não basta condená-lo. Para eles é importante fazer punição exemplar, da mesma forma que os escravos eram expostos publicamente para provocar efeito exemplar”, disse Carvalho.

Carvalho afirma ainda que Lula está preparado para enfrentar qualquer situação, inclusive a prisão.

“Quem não está preparado para as consequências que advêm são aqueles que o estão perseguindo. Eles estão levando o seu ódio às últimas consequências e não devem se surpreender com a reação da militância e a reação popular. Os fatos vão mostrar isso”, afirmou.

Na véspera da chegada de Lula a Salvador, onde participará do Fórum Social Mundial, Wagner tentou debelar uma crise provocada pelo governador Rui Costa que, em entrevista, elogiou Ciro Gomes e disse que a campanha petista não deve se limitar à denúncia de um eventual golpe contra o partido.

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