Aloysio Nunes rebate pedido de líderes europeus para que Lula dispute eleições

Ministro chamou o gesto de preconceituoso, arrogante e anacrônico

Talita Fernandes
Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, rebateu nesta quarta-feira (16) uma carta assinada por líderes europeus criticando a prisão do ex-presidente Lula.

“Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro”, disse o chanceler por meio de nota. 

Aloysio Nunes Ferreira com semblante sério
O ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira, após reunião no Palácio do Itamaraty - Pedro Ladeira - 23.ago.2017/Folhapress

A mensagem é uma resposta a uma carta publicada na terça (15) nas redes sociais do Lula. O documento foi assinado por seis pessoas, entre elas, os ex-presidentes da França François Hollande, e da Espanha José Luis Rodrigues Zapatero, além do ex-primeiro ministro da Bélgica Ellio Di Rupo e os ex-presidentes do Conselho de Ministros da Itália Massimo D'Alema, Enrico Letta e Romano Prodi.

As lideranças do continente europeu dizem estar preocupados e pedem que Lula possa concorrer as eleições de outubro. 

Aloysio disse que qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado fica inabilitado a concorrer a cargo eletivo. 

"Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito. Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas."

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