Tinta jogada em ataque a prédio de Cármen Lúcia em BH começa a ser removida

Edifício ficou mais de um mês manchado após ataque de militantes de esquerda a favor de Lula

Tinta jogada durante ataque a prédio de Cármen Lúcia em Belo Horizonte começa a ser removida
Tinta jogada durante ataque a prédio de Cármen Lúcia em Belo Horizonte começa a ser removida - Carolina Linhares/Folhapress
Carolina Linhares
Belo Horizonte

Mais de um mês após o ataque que manchou o prédio onde a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, tem um apartamento em Belo Horizonte, a tinta vermelha começou a ser removida da fachada. 

O trabalho teve início nesta segunda-feira (14) e deve durar sete dias úteis, segundo Marcone Morais, dono da empresa de limpeza responsável pelo serviço. 

No dia 6 de abril, membros do MST e do Levante Popular da Juventude lançaram balões de tinta vermelha no prédio e picharam a calçada no bairro Santo Agostinho, região nobre da capital mineira. 

O edifício em frente, do Ministério Público de Minas Gerais, também foi pichado. A ministra havia votado contra o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acabou sendo preso no dia seguinte

Houve testes com produtos de diversas empresas até que fosse encontrada uma fórmula capaz de remover a tinta, que já penetrou na fachada de mármore, alumínio e metal. 

Segundo Marcone, sua firma foi contratada pelo condomínio para fazer a limpeza das áreas atingidas pelo ataque, o que inclui até o terceiro andar da fachada, as grades e o piso da garagem. O serviço é feito de baixo para cima, com o uso de andaimes e rapel. 

Depois de limpa, a fachada será impermeabilizada. O condomínio estuda a possibilidade de revitalizar todo o edifício, já que mesmo a parte exterior não atingida acumulou sujeira com o tempo. O valor do serviço não foi informado. 

O ataque gerou transtorno e preocupação para o condomínio, com nove apartamentos. A unidade da ministra é a da cobertura. 

Cármen Lúcia frequenta o apartamento a cada 15 dias, quando leciona na Pontifícia Universidade Católica de Minas. A assessoria do STF informou que ela não comentará o episódio. 

No dia do ataque, a polícia deteve dois suspeitos e revistou três ônibus usados pelos militantes, apreendendo facas, facões e bastões de madeira. 

Alef Teixeira, 21, e Maxuel Martins Silva, 24, respondem pela acusação de pichação e foram liberados. 

A investigação dos ataques ao prédio da ministra e também à sede do Ministério Público está a cargo da Polícia Civil e da Polícia Federal. A PF informou que o inquérito está em andamento e é sigiloso. 

Já a Polícia Civil afirma que as investigações estão avançadas. Foram analisadas imagens e colhidos depoimentos de testemunhas para identificar outros envolvidos. 

Na manhã do dia 7 de abril, após o ataque, dezenas de pessoas se reuniram para uma limpeza simbólica do prédio, deixando flores e mensagens de apoio à ministra. Organizado pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo Partido Novo, o ato mobilizou senhoras com seus cachorros, crianças e moradores, muitos vestidos de verde e amarelo. 

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