PF diz que até mil números telefônicos foram alvo de supostos hackers

Apesar de calcular quantidade de números, investigadores não detalharam quantas pessoas teriam sido afetadas

Ricardo Della Coletta Rubens Valente Reynaldo Turollo Jr.
Brasília

A Polícia Federal estima que cerca de mil números telefônicos foram alvo das quatro pessoas suspeitas de hackear telefones de autoridades, entre elas o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Os suspeitos são Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Danilo Cristiano Marques e Walter Delgatti Neto, todos presos nesta terça-feira (23) na Operação Spoofing.

De acordo com João Vianey Xavier Filho, coordenador geral de Inteligência da PF, há a possibilidade de que haja “um número muito grande de vítimas desse mesmo tipo de ataque".

Apesar de calcular a quantidade de números telefônicos que teriam sido atacados, Vianey não detalhou quantas pessoas poderiam ter sido afetadas no total.

Vianey e o diretor do Instituto Nacional de Criminalística da PF, Luiz Spricigo Jr., realizaram uma apresentação à imprensa na tarde desta quarta-feira (24) sobre alguns pontos da investigação. Eles não responderam a perguntas de jornalistas. 

"Chegamos à identificação de quatro pessoas em específico, com vários graus de participação e envolvimento na ação dos ataques", disse Vianey.

Ele afirmou ainda que foram identificadas movimentações financeiras suspeitas dos envolvidos, o que "vai ser objeto de aprofundamento nas diligências subsequentes".

Segundo o coordenador de Inteligência da PF, em um dos endereços dos suspeitos foi localizado quase R$ 100 mil em espécie. 

Vianey disse também que o perfil dos presos está "relacionado a estelionato bancário eletrônico". "[Eles] estão de alguma forma ou outra vinculadas a fraudes bancárias eletrônicas, em diferentes graus", concluiu.

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