Bolsodoria foi na eleição, e campanha acabou, diz Doria

Governador afirmou, porém, que não houve rompimento com o governo federal

Arthur Cagliari
São Paulo

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta sexta-feira (4) que a dobradinha Bolsodoria ficou no passado.

O Bolsodoria foi na campanha, e a campanha já acabou”, disse o governador, que ressaltou, no entanto, não haver rompimento com o governo federal.

Em relação às declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, Doria disse que não iria fazer comentários, apenas afirmando que segue os valores de honestidade, respeito pela democracia e pela liberdade de imprensa, que aprendeu com seu pai.

Com camiseta "Bolsodoria", ainda candidato a governador de São Paulo, João Doria (PSDB) fazia campanha no Capão Redondo, zona sul de São Paulo
Com camiseta "Bolsodoria", ainda candidato a governador de São Paulo, João Doria (PSDB) fazia campanha no Capão Redondo, zona sul de São Paulo - Luiz Claudio Barbosa - 27.out.18/Agência O Globo

"Não vou fazer comentários sobre a fala do filho do presidente Jair Bolsonaro. Apenas dizer com clareza que eu tenho as minhas convicções e minhas posições, que são sempre muito objetivas e fundamentadas nos bons princípios que eu aprendi com o meu pai”, disse o governador em evento, em que anunciou a criação do programa stopover pela companhia aérea Azul.

“Com meu pai, eu aprendi a ser honesto, a ser correto, advogar pelas boas causas, amar o meu país, a defender a democracia, a liberdade de imprensa, a diversidade e os grandes valores que constroem um país.”

Na manhã desta sexta-feira (4), o deputado Eduardo Bolsonaro disse nas redes sociais que, se continuar criticando o presidente, o governador vai acabar se enterrando politicamente.

Mais tarde, no programa Pânico, da Jovem Pan, o deputado afirmou que a mudança de postura de Doria, em relação ao presidente, não foi uma grande surpresa.

“Tínhamos consciência de que não era a pessoa ‘Bolsonaro Futebol Clube’, porque um ano atrás ele estava falando que o Bolsonaro era radical. Quando ele sentiu cheirinho de presidência, ele deu até uma rasteira no Alckmin, vamos ser sincero”, disse.

“Se o Alckmin, que criou o Doria, tomou uma rasteira, não somos nós que vamos achar que ele não vai ter o mesmo tipo de postura com o Bolsonaro.”

 

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