Em sabatina da Folha, Professor João acena ao prefeito e à primeira-dama de Jaboticabal

Ex-secretário da Saúde disputa a prefeitura pelo DEM com apoio de outros cinco partidos

Ribeirão Preto

Ex-secretário da Saúde, o candidato à Prefeitura de Jaboticabal Professor João (DEM), 56, acenou ao prefeito José Carlos Hori (Cidadania) e disse querer a primeira-dama, Adriana Mialichi Hori, em seu eventual governo a partir de 1º de janeiro.

As afirmações foram feitas na quinta e última sabatina da Folha com os candidatos à prefeitura, que foi ao ar nesta sexta-feira (23). Hori, que conclui em dezembro seu terceiro mandato, está fora da disputa.

João disse querer que a primeira-dama, que preside o Fundo Social de Solidariedade, cuide da área social da cidade a partir do ano que vem. Adriana é bem avaliada em Jaboticabal e seu nome chegou a ser cogitado inclusive para disputar a eleição deste ano.

“Eu me considero [candidato do governo], não tenho dúvida nenhuma, já pedi inclusive o apoio do prefeito Hori. Ele vai ser bem vindo se assim ele decidir participar da minha campanha, bem como a primeira-dama, Adriana Mialichi Hori. São pessoas honestas, transparentes, que gostam do povo, olham o povo e muito experientes, que a gente não podes descartar essa experiência que eles têm para poder nos orientar”, disse o candidato.

Hori disse ter recebido um recado das urnas na eleição de 2016, quando venceu Professor Emerson (Patriota), novamente candidato agora, por uma diferença de 276 votos e alegou cansaço para não participar da eleição.

Com isso, a base governista rachou e, além de João, também disputa a eleição o vice-prefeito, Vitorio de Simoni (MDB).

De acordo com o candidato, que deixou a Saúde para disputar a eleição, ele e seu vice, Claudio Almeida (PSDB), ex-secretário de finanças, conversaram com o prefeito em busca de apoio e aguardam uma resposta. “Espero que essa resposta seja positiva, porque vai ser muito bom”, disse.

Questionado se anunciar o nome de um futuro membro do governo em plena campanha eleitoral não seria precipitação, João disse que o “anúncio foi de coração”.

João Roberto da Silva (DEM) em campanha pela Prefeitura de Jaboticabal - Eduardo Anizalli - 15.out.2020/Folhapress

Apesar disso, ele afirmou que seu governo não será uma mera continuidade da gestão Hori. Disse que seguirá medidas tomadas pelo atual gestor, como tarifa zero na reimplantação do transporte coletivo e pagamento dos salários em dia, mas afirmou que a crônica falta d’água na cidade será resolvida com a construção de dois poços profundos para captação.

Ele descarta a concessão do Saaej (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Jaboticabal) à iniciativa privada, assim como já fizeram os demais concorrentes à prefeitura.

João disse ainda que criará um programa temporário de transferência de renda para 2.500 famílias, com R$ 100 mensais e um vale-gás, para combater reflexos econômicos da pandemia em 2021.

Como medida emergencial no início do seu eventual mandato, propôs a redução do número de ocupantes de cargos comissionados e o uso de servidores concursados em alguns postos, para reduzir gastos.

Os candidatos foram sabatinados pelos jornalistas Eduardo Scolese, editor de Poder da Folha, e Marcelo Toledo, correspondente da Folha em Ribeirão Preto, vizinha a Jaboticabal.

O primeiro participante da série de sabatinas foi o atual vice-prefeito, Vitorio, que disse que seu eventual governo não será uma continuação do mandato de José Carlos Hori (Cidadania).

Emerson, por sua vez, disse em sabatina que foi ao ar na terça-feira (20) que, se eleito, irá revisar contratos e aluguéis e reduzir o total de funcionários em cargos comissionados.

Na quarta-feira (21), Baccarin (PT), ex-prefeito (1989-92), propôs discutir a cobrança de IPTU mais alto de grandes proprietários de imóveis que não estejam em uso como forma de subsidiar a tarifa do transporte coletivo.

O sabatinado na quinta-feira (22) foi Marcos Bolsonaro (PSL), estreante na política, que disse que entre as medidas que tomará caso seja eleito está a criação de uma guarda civil armada, que atuaria como uma espécie de Polícia Militar paralela.

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