Descrição de chapéu Eleições 2020

Edmilson Rodrigues, do PSOL, é eleito prefeito de Belém

Ex-prefeito da capital paraense por duas gestões supera candidato apoiado por Bolsonaro

Manaus

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL), 63, foi eleito para comandar a capital do Pará. Com 100% das urnas apuradas, ele teve 51,76% dos voto válidos.

Assim, derrotou o delegado federal licenciado Everaldo Eguchi (Patriota), 57, o Delegado Eguchi, que era apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e teve 48,24% dos votos válidos.

Em uma rede social, Rodrigues comemorou: "O prefeito tá on".

Arquiteto e urbanista formado pela UFPA (Universidade Federal do Pará) e doutor em geografia humana pela USP (Universidade de São Paulo), Rodrigues também atuou como professor universitário.

Edmilson Rodrigues (Psol), que venceu a eleição em Belém
Edmilson Rodrigues (Psol), que venceu a eleição em Belém - Mácio Ferreira/Divulgação

Eleito para a sua terceira gestão como chefe do executivo municipal, ele iniciou a carreira política em 1986, como deputado estadual pelo PT no Pará. Em 1990 foi reeleito para o cargo e, em 1996, foi eleito prefeito de Belém pela primeira vez. Quatro anos depois, conquistaria a reeleição para o cargo, ainda pelo PT.

Rodrigues chegou a ser cotado como nome a ser lançado pelo diretório estadual à pré-candidatura do Partido dos Trabalhadores na eleição presidencial de 2002, quando o ex-presidente Lula foi eleito pela primeira vez.

Após o fim da sua segunda gestão municipal, em 2005, ele trocou o PT pelo PSOL e ficou longe dos cargos eletivos por seis anos, até ser eleito deputado estadual em 2010. Quatro anos depois, foi eleito deputado federal pelo Pará, cargo para o qual foi reeleito em 2018.

Candidato da coligação Belém de Novas Ideias (PT/Rede/UP/PCdoB/PSOL/PDT), Rodrigues conseguiu reunir os partidos de esquerda em torno de sua candidatura, ao contrário de outras capitais brasileiras onde essas agremiações “pulverizaram” seus votos em candidaturas independentes, sem alianças. Assim, teve 32,22% dos votos no primeiro turno, contra 23,06% do delegado Eguchi (Patriota).

Candidato derrotado, Eguchi é economista, advogado e delegado da Polícia Federal desde 2007, mas se licenciou em junho deste ano para concorrer pela primeira vez à Prefeitura de Belém.

Homem de máscara e colete abraça na rua eleitores de máscara
Delegado Eguchi (Patriota) em campanha nas ruas no segundo turno pela Prefeitura de Belém - Divulgação

Em 2018 ele chegou a se candidatar a deputado federal pelo PSL, o mesmo partido de Bolsonaro na época, mas não foi eleito.

Alinhado às ideias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), chegou ao segundo turno come um discurso de combate à corrupção e defesa dos “valores da família e da pátria”.

“Totalmente contra” medidas de restrição de circulação como o lockdown e o fechamento de escolas durante a pandemia de Covid-19, Eguchi chegou a comemorar o crescimento nas pesquisas no início da campanha do segundo turno, após a divulgação de um vídeo do presidente apoiando a candidatura dele em Belém, cidade onde Bolsonaro teve maioria dos votos em 2018.

Naquele ano, Jair Bolsonaro foi menos votado no Pará, com 45,19% dos votos contra 54,81% do petista Fernando Haddad. Mas, em Belém, o cenário foi o contrário: Bolsonaro teve maioria, com 54,93% dos votos, contra 45,07% do petista.

Belém concentra 17% dos eleitores do Pará, de acordo com estatística do TRE-PA. A capital paraense tem 1.009.731 eleitores, enquanto os 144 municípios do estado somam 5.758.119 eleitores.

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