Filippi (PT) é eleito prefeito de Diadema pela quarta vez

Ex-prefeito era uma das apostas do PT para voltar ao ABC paulista; partido também venceu em Mauá

Mogi das Cruzes (SP)

O ex-prefeito petista José de Filippi, 63, foi eleito neste domingo, segundo projeção feita pelo Datafolha, para aquele que será seu quarto mandato à frente da prefeitura de Diadema. O petista recebeu 51,35% dos votos contra 48,65% de Taka Yamauchi (PSD), 42.

Filippi liderou as pesquisas de intenção de voto e conseguiu quase 46% dos votos nos votos no primeiro turno, o melhor desempenho do PT na região metropolitana, contra 15% de Taka, que também disputou a prefeitura da cidade em 2016.

Com população estimada em cerca de 427 mil habitantes, Diadema tem a segunda maior densidade demográfica do país, atrás apenas de Taboão da Serra.

José de Filippi, prefeito eleito de Diadema - José de Filippi no Facebook

Engenheiro civil pela USP, Filippi é filiado ao PT desde 1981. Foi secretário de obras em gestões petistas em Diadema na mesma década e em 1993 assumiu o primeiro mandato como prefeito da cidade.

Depois disso, foi eleito deputado estadual em 1998, mas cumpriu metade do mandato para disputar novamente a Prefeitura. Eleito mais uma vez, ele comandou a cidade de 2001 a 2008, período que coincidiu com a gestão Lula e que resultou em obras, como o complexo hospitalar Quarteirão da Saúde.

Conseguiu eleger o sucessor, Mário Reali, e com o apoio dos diademenses, Filippi foi eleito deputado federal em 2010, mas se licenciou do cargo para assumir a secretaria de saúde na prefeitura de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad, em 2013, seu último cargo público até se lançar novamente à Prefeitura neste ano.

Reali, porém, perdeu a reeleição para o então vereador Lauro Michels (PV), que em 2016 conseguiu mais quatro anos como prefeito, mas que viu seu candidato a sucessão, o presidente da Câmara local, Revelino Almeida (DEM) conhecido como Pretinho, terminar em quarto lugar, com 10% dos votos.

Em seu plano de governo, Filippi classificou o governo de Michels como um período em que a “incompetência e as incertezas tomaram conta do Paço Municipal”, acusando o prefeito de abandonar programas sociais e outras iniciativas deixadas por ele.

Na campanha que tem Reali como coordenador, Filippi formou uma coligação de cinco partidos. Além do PT, recebeu o apoio do PDT, PSOL, e PCdoB no segundo turno. Foi o campeão em volume de recursos, com mais de R$1,9 milhão. Taka, seu oponente, recebeu R$ 237 mil.

Filippi também gravou mensagens ao lado do ex-presidente Lula, que o destacou como um homem de projetos e que mudou Diadema em seus mandatos. Como vice, ele escolheu a empresária e mulher negra, Patty Ferreira (PT).

Uma das prioridades citadas pelo petista é a área de saúde, na qual promete promover uma reestruturação do sistema, implantar um portal para agendamento de consultas, viabilizar a telemedicina e levar serviços especializados ao Quarteirão da Saúde.

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