Descrição de chapéu Eleições 2020

Vidraças de Boulos na campanha à Prefeitura de SP incluem Lula, PT e protestos do MTST

Ex-presidente, que é bastante rejeitado na cidade, declarou apoio a candidato do PSOL

São Paulo

Adversário do prefeito Bruno Covas (PSDB) no segundo turno da eleição em São Paulo, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, tem sido alvo do grupo político rival por sua ligação com o PT e com o ex-presidente Lula, que tem alta rejeição na cidade. Ele também tem sido questionado ao longo da campanha sobre as atividades do movimento sem-teto, que lidera.

No primeiro turno, Boulos fez 20,24% dos votos válidos, ante 32,85% do tucano.

Veja a lista:

Lula

Pesquisa Datafolha aponta que 54% dos paulistanos não votariam em um candidato apoiado pelo ex-presidente, de quem Boulos se aproximou especialmente nas mobilizações contra a prisão do petista, em 2018.

Isso tem sido usado por Covas, que, para se defender de alguma ligação com Bolsonaro, já afirmou não ter subido no palanque para defender o atual presidente da prisão, como fez o adversário.

Lula e Guilherme Boulos durante visita a acampamento do MTST em São Bernardo do Campo, em 2017
Lula e Guilherme Boulos durante visita a acampamento do MTST em São Bernardo do Campo, em 2017 - Bruno Santos - 21.out.17/Folhapress

PT

O apoio do partido também jogou no colo de Boulos questionamentos sobre a gestão da sigla no governo federal e sobre a administração Fernando Haddad (2013-2016) na prefeitura, que foram usados por Covas, por exemplo, no debate da Band.

Covas questionou o psolista sobre por que o PT acabou com o programa Mãe Paulistana e afirmou que Boulos poderia “retroceder para o jeito de governar do PT”, que criou 40 estatais no governo federal, disse o tucano.

Protestos do MTST

Embora em sua maioria sejam pacíficos, há protestos do MTST que descambaram para depredações, como na sede da Fiesp em manifestação contra a PEC do Teto dos Gastos, em 2016. Além disso, o próprio Guilherme Boulos é réu por vandalismo na desocupação do Pinheirinho, terreno em São José dos Campos, em 2012

Coligação

Outro apoio que pode trazer problemas para Boulos está na coligação com o PCB (Partido Comunista Brasileiro) e UP (Unidade Popular).

Na disputa com Covas, ele vem tentando desconstruir a imagem de extremista, mas as agremiações aliadas se assumem como radicais e defendem pautas de uma revolução socialista.

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