Descrição de chapéu senado

MDB confirma Tebet para disputa pelo comando do Senado após crescimento de candidato de Alcolumbre

Com maior bancada da Casa, sigla aposta em senadora de MS para atrair independentes contra Rodrigo Pacheco, apoiado por Bolsonaro

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Brasília

A bancada do MDB no Senado confirmou nesta terça-feira (12) a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência da Casa, em um movimento antecipado depois de a sigla ver o crescimento de seu adversário direto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa.

O anúncio foi feito nesta tarde, após reunião da bancada emedebista do Senado, em Brasília.

Inicialmente, seria apenas um evento para a filiação de dois senadores: Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Rose de Freitas (ES). No entanto, a bancada decidiu antecipar sua reunião para a definição rápida do nome.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) durante anúncio de sua candidatura ao comando da casa, no gabinete da presidência do MDB, na Câmara - Pedro Ladeira/Folhapress

Pacheco conta com o apoio oficial de sete partidos (DEM, PL, PROS, PSC, PSD, PT e Republicanos), que reúnem 32 senadores. No entanto, a votação é secreta e podem ocorrer traições.

O senador por Minas Gerais é o candidato do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que se engajou na disputa participando pessoalmente de muitas articulações.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também já declarou que seu candidato seria o senador mineiro, em uma reunião no Palácio do Planalto na semana passada.

O MDB havia dito em dezembro que teria candidato único para a disputa no Senado, o que foi visto na ocasião como um sinal de união para evitar os erros da eleição de 2019 —quando divisão interna resultou na perda do comando da Casa para Alcolumbre.

Quatro pré-candidatos começaram a corrida pela indicação da bancada emedebista, que estabeleceu como critério para a escolha o maior apoio obtido com outros partidos: Tebet, o líder da bancada, Eduardo Braga (AM); o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE); e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (TO).

Bezerra e Gomes praticamente caíram fora da disputa na última sexta-feira (8), quando o primeiro se reuniu com Bolsonaro no Planalto e ouviu dele que apoiaria Pacheco.

As chances de Braga foram praticamente anuladas nesta segunda-feira (11), quando a bancada do PT anunciou adesão à candidatura de Pacheco. O líder do MDB era o único da bancada com trânsito entre os petistas e via no apoio da oposição um trunfo para obter a indicação.

Com a corrida afunilada, Braga chamou Tebet para uma reunião na manhã desta terça, para alinhar os principais pontos da candidatura e o tom da fala do líder e da candidata, ao anunciarem a escolha.

Nos próximos dias, a candidata do MDB deve receber o apoio de PSDB e Podemos, bancadas que juntas reúnem 17 senadores.

No papel, haverá um empate até o momento com os dois candidatos com apoios de partidos que correspondem a 32 parlamentares —desconsiderando possíveis traições.

Tebet também deve receber o apoio do Cidadania, com três senadores, e do PSL, com dois.

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