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Saiba como descartar corretamente o lixo na pandemia

Enquanto alguns materiais podem ser destinados à reciclagem comum, outros devem ir para postos de coleta específicos

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Letícia Sé
São Paulo

Com mais tempo em casa por conta da pandemia, muita gente passou a prestar atenção a um aspecto bastante comum do dia a dia, mas que até então era colocado numa espécie de piloto automático: como descartar de maneira correta o lixo que produzimos?

Quem buscou na internet informações sobre qual o destino certo para cada tipo de resíduo ou objeto de uso doméstico que precisava descartar, se deparou imediatamente com dois conceitos principais a respeito do cuidado para com o lixo: a economia circular e a logística reversa. São esses conceitos, tão falados hoje, que determinam como o descarte deve ser encarado e qual o seu papel na economia e na sociedade.

“O que sobra numa indústria pode ser aproveitado por outra. O que sobra no comércio pode ser aproveitado pela indústria. E produtos colocados no mercado precisam ter seu reaproveitamento planejado para após a obsolescência”, explica Kadmo Cortês, vice-presidente do Instituto Lixo Zero, sobre a ideia de economia circular.

A logística reversa, por sua vez, é a prática pela qual objetos inutilizados voltam para a própria cadeia produtiva de onde saíram. Como explica a doutora em direito ambiental pela PUC-PR, Ana Paula Maciel Costa, a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, fez com que as indústrias se obrigassem a criar soluções retornáveis e a se responsabilizar por seu lixo potencialmente tóxico. Na outra ponta, a da sociedade civil, os consumidores também precisaram se tornar mais consci entes sobre como jogar fora do jeito certo.

“A lei de 2010 transformou a ideia de ciclo produtivo, responsabilizando todos os agentes que fazem parte da sociedade. Ela não é vinculada a um campo específico, porque todos nós geramos resíduos. Com ela, todos passam a ter uma responsabilidade compartilhada”, explica a advogada.

Mas como saber qual o destino adequado para cada tipo de lixo que produzimos? Veja, abaixo, como descartar corretamente alguns dos principais itens, que vão de lâmpadas queimadas a medicamentos vencidos, e como algumas empresas ajudam a recolher o lixo do dia a dia.

1.Máscaras descartáveis e luvas de borracha
Máscaras e luvas configuram lixo hospitalar, mas faltam políticas públicas que atendam essa grande demanda da pandemia. Por isso, a única saída é o lixo comum, que tem como destino o aterro sanitário, já que esses materiais não podem ser reciclados por conta da possibilidade de contaminação.

2. Marmitas de alumínio com tampa de papel, latinhas de bebida
Reciclável, o alumínio pode ser tranquilamente descartado na coleta seletiva. No entanto, é preciso que os recipientes estejam limpos. Por isso, lave marmitas e latinhas, deixando o excesso de água escorrer antes do descarte. Se quiser, pode dobrar e amassar para facilitar o processo. Quanto à tampa de papel, tudo depende do quanto ela está suja: se estiver só um pouco engordurada, pode ser reciclada. Se estiver com muita comida grudada, o ideal é jogar no lixo orgânico.

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3. Embalagens de isopor
O isopor, se descartado de forma errada, pode acumular água e atrair mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya. Além disso, sua decomposição gera micropartículas que poluem as redes de água que abastecem as cidades e impactam a fauna. Por isso, o ideal é lavar as embalagens de isopor e enviá-las para a reciclagem, descartando-as na coleta seletiva.

4. Marmitas e talheres de plástico
Também é preciso limpar esses objetos antes de destiná-los à reciclagem. O microplástico, resultado da decomposição desse material, gera grande impacto ambiental, semelhante ao do isopor.

5. Caixas de pizza
Geralmente, a tampa da caixa de pizza fica menos suja que o seu fundo, mas quando enviamos o lixo reciclável ainda sujo para as cooperativas de reciclagem, ele pode atrair ratos, baratas, insetos, bactérias e fungos, impactando a saúde dos trabalhadores. O ideal é separar a parte menos suja para o lixo reciclável e a parte mais engordurada ou com restos grudados para o lixo orgânico.

6. Potes e garrafas de vidro
É preciso embalar esses objetos para que eles não machuquem os funcionários das cooperativas, mas também é importante sinalizar que ali há vidro, anotando na na embalagem. Apesar de não liberar tantas toxinas, o vidro pode ser ingerido por animais e favorecer a transmissão de doenças quando acumula água.

7. Cápsulas de café
Devem ser entregues em postos de coleta adequados (confira na tabela abaixo). Não é preciso abrir a cápsula e retirar a borra de café, que é geralmente encaminhada para compostagem e produção de adubo.

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