Relembre os principais vazamentos de dados de brasileiros em 2018

Ano foi marcado por preocupações com privacidade digital

Diana Lott
São Paulo

Em um ano marcado por preocupações com privacidade digital, a lei brasileira de proteção de dados saiu do papel depois de oito anos de debates no Congresso.

Sancionadas em agosto, as regras só começam a valer em 2020 --tempo concedido para empresas e órgãos públicos se adaptarem às novas exigências.

Na União Europeia, o novo marco legal sobre o tema, conhecido pela sigla GDPR (regulação geral de proteção de dados, em inglês),  entrou em vigor no fim de maio.

Em comum, as duas leis exigem consentimento expresso à coleta de informações e que as entidades justifiquem haver "interesse legítimo" na captura. Usuários também poderão pedir a exclusão de seus dados.

Relembre os principais casos de vazamentos de dados de envolvendo brasileiros do último ano.

Uber
A empresa informou em abril que 156 mil brasileiros tiveram seus nomes, telefones e emails vazados após um ataque sofrido em 2016.

Netshoes

Em fevereiro, a Netshoes confirmou um vazamento de dados que afetou cerca 2 milhões de clientes no fim de 2017.

O incidente comprometeu dados pessoais como nome, CPF, data de nascimento, e-mail e histórico de compras no site de comércio eletrônico.

Facebook
O escândalo Cambridge Analytica, que veio à tona em março, afetou 443.117 brasileiros.

Em setembro, a empresa informou que invasores roubaram informações de acesso (como login e senha) de 50 milhões de contas.

A rede social comunicou nova falha de segurança em outubro. Hackers roubaram dados de 30 milhões de usuários, incluindo nome, email, telefone, data de nascimento, localização, local de trabalho e histórico acadêmico.

Em dezembro, o Facebook veio novamente a público comunicar que aplicativos violaram as permissões dadas pelos usuários e tiveram acesso a suas fotos.

Nos três casos, a empresa não especificou quantos brasileiros teriam sido afetados.

Reportagem do New York Times do mesmo mês revelou que a rede social concedeu acesso privilegiado a grandes empresas sem informar seus usuários ou obter autorizações deles.

Netflix e  Spotify, por exemplo, puderam ler mensagens privadas trocadas na plataforma. O serviço de buscas Bing, da Microsoft, a Amazon e o Yahoo também tiveram acesso especial a dados.

Banco Inter

Em agosto, o banco Inter confirmou o vazamento de dados de clientes na internet. Cerca de 19 mil correntistas foram afetados.

Em dezembro, a empresa fechou um acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pagará uma quantia de R$ 1 milhão a instituições públicas de combate ao crime cibernético e R$ 500 mil a instituições de caridade. 

C&A
No fim de agosto, a rede varejista sofreu um ciberataque em seu sistema de vale-presente e trocas --mais de 2 milhões de clientes teriam sido afetados.

Os dados vazados incluiriam CPF do comprador, email e valor da aquisição. Uma investigação aberta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ainda está em andamento.

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