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WhatsApp: o que acontece se você não aceitar novas regras do aplicativo até 15 de maio

Com a mudança, dados do aplicativo de mensagens serão compartilhados com o Facebook

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BBC News Brasil

O WhatsApp determinou que até este sábado (15) seus usuários devem decidir se aceitam ou não os novos termos e condições para uso do aplicativo.

Entre as principais mudanças, está o compartilhamento de dados da conta WhatsApp com o Facebook, a empresa matriz do serviço de mensagens. Isso não ocorrerá apenas em países da União Europeia e no Reino Unido.

A partir deste prazo, quem não aceitar as novas condições começará a ter limitado o uso do aplicativo.

"Nenhuma conta será removida", assegurou o WhatsApp em seu site.

Mas o que pode mudar, então?

Mudança nas regras de privacidade permitirá que dados do WhatsApp sejam compartilhados com o Facebook - Dado Ruvic - 4.mai.21/Reuters

Acesso apenas por meio de notificações

A partir de 15 de maio, quem não aceitar os novos termos não conseguirá mais abrir sua lista de conversas.

"Mas você poderá atender a ligações e videochamadas. Se tiver as notificações ativadas, poderá tocá-las para ler ou responder mensagens, além de retornar ligações perdidas ou videochamadas", afirma a empresa.

Ou seja, os usuários só poderão acessar as conversas por meio das notificações na tela.

Se depois de "algumas semanas", segundo a empresa, o dono da conta ainda não tiver aceitado as atualizações, deixará então de receber ligações e notificações.

Lembrete persistente

Nos próximos dias, o lembrete para revisão e decisão sobre as alterações no aplicativo se tornará "mais persistente" até que o usuário as aceite ou recuse, diz a empresa.

Ainda assim, a conta de quem não aceitar as novas regras não será excluída imediatamente —e sim submetida à mesma política atual do aplicativo para contas inativas.

Essas regras dizem que, se o serviço de mensagens não for usado por 120 dias, a conta será excluída.

Mudanças polêmicas

As alterações a serem implementadas pelo WhatsApp foram anunciadas no início do ano.

Além do compartilhamento com o Facebook, há a possibilidade de os dados do WhatsApp serem utilizados também pelo Instagram e Messenger, todos da mesma empresa.

Alguns críticos viram isso como uma extrapolação da privacidade, motivando a busca por serviços alternativos, como o Telegram e o Signal.

Diante das críticas, o WhatsApp optou por adiar o prazo para 15 de maio, de forma a esclarecer "boatos e desinformação" sobre a decisão.

"Queremos esclarecer que a atualização não afeta de forma alguma a privacidade das mensagens que os usuários compartilham com seus amigos e familiares", disse a empresa em um comunicado

"Nem o WhatsApp nem o Facebook podem ler suas mensagens ou ouvir as ligações que você faz com seus amigos, familiares ou colegas no WhatsApp. Tudo o que for trocado ficará entre vocês."

Cristian León, da ONG Asuntos del Sur, sediada na Argentina, explicou à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) por que os dados dos usuários do WhatsApp são tão valiosos —e alvo de disputa.

"O WhatsApp tem muitos metadados, que são as informações que se obtém de qualquer mensagem que enviamos —como a marca do telefone, o horário da mensagem, sua localização, entre outros. Com isso, a empresa pode saber muito sobre seus usuários", explicou León.

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