Fotógrafo viaja ao deserto do Atacama e registra lugares inóspitos

Capixaba Victor Lima dedicou o passeio aos lagos salgados e paisagens noturnas

A laguna Chaxa ocupa quase toda a foto, sendo dividida do céu claro no horizonte por uma fina faixa de areia. A água está calma e rasa, e quatro flamingos bebem água nela, com os pés na água
Flamingos na laguna Chaxa, na região do Salar do Atacama, no Chile - Victor Lima
São Paulo

O engenheiro civil e fotógrafo capixaba Victor Lima, 42, investiu na sua primeira visita ao deserto do Atacama, no Chile, para registrar a natureza e paisagens noturnas da região.

A visita aconteceu em abril de 2016, onde passou 12 dias viajando pelo deserto.  Na época, começava a se profissionalizar como fotógrafo, incentivado por um prêmio da revista National Geographic que conquistara no ano anterior.

Além do destino estar no topo da sua lista, era o cenário ideal para os registros noturnos nos quais se especializou. "A região é alta e distante de qualquer grande centro urbano", explica.

O período também foi escolhido para facilitar o posicionamento da galáxia para fotos com mais estrelas, cujo centro só é visto entre fevereiro e outubro. Para o cálculo, recorre a programas de computador que simulam a condição do céu em datas e horários específicos.

Por conta de tantos detalhes, foram quase três meses de planejamento de rota e das fotos que desejava produzir.

Paisagens

Apesar de ficar fotografando até, em média, as 3 horas da madrugada, Lima ainda teve tempo de conhecer os pontos turísticos durante o dia. "Eu chegava quando os outros turistas estavam indo embora, mas era importante que conhecesse o local para saber o que fotografaria", diz.

Entre os lugares favoritos, destaca as lagunas escondidas de Baltinache, que ficam no meio de um salar, e as Altiplânicas, mais altas e cercadas pela cordilheira dos Andes. "As lagoas indicam que há vida no local, e o contraste de cores --o branco do sal contra o azul da água-- é surreal".

Outros pontos que sugere incluir no roteiro são a região das Piedras Rojas, cujo nome vem do solo formado a partir de material de derramamento vulcânico, e o salar de Tara, onde há formações rochosas impressionantes.

Na viagem, optou por contratar um guia local que o acompanhasse na produção das imagens. "Porém, se o turista quiser mais liberdade, todos os pontos são de fácil acesso", afirma.

Agora, Lima se planeja para a primeira expedição fotográfica que comandará à região, em setembro de 2018.

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