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Derrota torna situação de Felipão 'insustentável'

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Luiz Felipe Scolari viu neste sábado (12) sua seleção ser derrotada com facilidade novamente e deixou seu futuro no cargo nas mãos da diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A bola agora ficou com a CBF, que não deve renovar o contrato com o técnico, que iria até o final da Copa-2014, e escolher nos próximos dias um novo nome para assumir o comando do time nacional.

Logo após o jogo contra a Holanda, o presidente da entidade, José Maria Marin, disse que estava propenso a anunciar a "dissolução da comissão técnica".

Flávio Murtosa, auxiliar de Felipão, e os outros preparadores ligados ao treinador também estão próximos de deixar a CBF.

Antes de ver a seleção perder a partida, Marin havia acordado com Marco Polo Del Nero, seu vice a presidente eleito da CBF, que daria uma chance a Felipão no confronto com a Holanda e que estava propenso a mantê-lo.

Mas a derrota por 3 a 0 deixou Marin e os outros cartolas atônitos já no estádio Mané Garrincha.

"Acho que ficou insustentável", disse Marin a um dirigente. Ele não queria ainda demitir Felipão imediatamente. Falou com o técnico antes da entrevista coletiva na qual técnico anunciou que estava deixando o cargo.

"Como nós tínhamos combinado, entregaríamos o cargo à direção depois do final da Copa. E o presidente tem a grande capacidade de avaliar", disse o treinador.

O ato foi acertado com o presidente da CBF, que ficou à vontade para executar a troca no comando sem ter de dizer que partiu dele a iniciativa.

Mesmo saindo após a derrota por 3 a 0, Felipão voltou a elogiar seu trabalho à frente da seleção.

Assim como vinha fazendo desde o vexame ante a Alemanha, o técnico exaltou o fato de ter deixado o Brasil entre os quatro melhores do mundo e disse que vê isso por um lado positivo.

"Já falamos repetidas vezes do resultado de 7 [a 1, contra a Alemanha]. Mas eu vejo o lado positivo que, desde 2002, não chegávamos entre os quatro [melhores]", argumentou o treinador.

Felipão elogiou também a atuação do seu time, apesar da nova derrota.

"Não vejo como criticar a seleção hoje [sábado]. Teve uma desenvoltura. Foi atrás do resultado. Esse grupo, que foi muito bem na Copa das Confederações, foi bem até a semifinal. Depois não fomos bem", afirmou o técnico.

"Eu penso o seguinte: os objetivos foram atendidos à medida que passamos de fase. Nós não tivemos grandes atuações. Tivemos momentos muito bons. Mas conseguimos. Os seis minutos [contra a Alemanha] aconteceram. Sabemos que foi assim, vamos lamentar. Mas aconteceu", emendou.

Felipão não quis comentar se há clima para uma eventual permanência na seleção. Mas até mesmo o atacante Fred admitiu que não há.

"Isso é uma decisão lá de cima, mas eu acho que ele [Felipão] nem vai querer ficar", disse. O atacante do Fluminense falou que Felipão não comentou seu futuro com os jogadores.

NEYMAR

O atacante Neymar entrou na sala de entrevistas do Mané Garrincha e interrompeu a fala de Felipão para se despedir do técnico.

O camisa 10, assim como o restante do elenco, foi liberado e poderá seguir para qualquer destino e foi o primeiro a deixar o Mané Garrincha. Neymar deve voltar à sua casa no Guarujá.

O jogador deu um abraço e um beijo em Felipão e depois foi cumprimentar Carlos Alberto Parreira, Flávio Murtosa e o chefe da delegação, Vilson Ribeiro, que assistiam à entrevista do técnico.

Com a vértebra fraturada, Neymar assistiu à derrota para a Holanda no banco de reservas e até chegou a dar orientações aos companheiros durante a partida.

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