Brasil
10/01/2008 - 20h14

Líderes da oposição dizem que proposta de recriar CPMF partiu do Planalto

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

A oposição reagiu com indignação à proposta da base governista de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) com alíquota de 0,20% em caráter permanente. Os líderes do DEM e do PSDB afirmaram que vão barrar qualquer tentativa governista que resulte em aumento da carga tributária.

"A chance de o Democratas concordar com a recriação da CPMF é rigorosamente igual a zero", disse o líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN).

Para o senador, a decisão de recriar a CPMF partiu do Palácio do Planalto, que está apenas usando a base aliada para propor a medida.

"É a posição do governo e não dos aliados. É o terceiro ato da novela do descumprimento da palavra. O governo prometeu que não haveria pacote, não aumentaria tributos, não ressuscitaria a CPMF. Mas vai nos encontrar pela frente", reagiu Agripino.

Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais) negaram que a iniciativa tenha o apoio do Palácio do Planalto, mas o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), disse que a idéia de recriar a CPMF é consenso dentro da base governista. Os recursos, segundo ele, serviriam para "qualificar e ampliar" os serviços de saúde.

Sonho

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), acusou o governo de "cinismo" e disse que a recriação da CPMF não passa de um "sonho lisérgico".

"No pacote tributário, não colocaram um tostão para a saúde. Vamos enfrentar a tentativa de recriar a CPMF assim como vamos enfrentar a MP [medida provisória] da CSLL [Contribuição Social sobre Lucro Líquido] e estamos enfrentando na Justiça o aumento do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras]", avisou Virgílio.

Para compensar parte da arrecadação perdida com o fim da CPMF, o governo aumentou as alíquotas do IOF e da CSLL paga pelas instituições financeiras. O aumento da CSLL foi feito por meio de MP, que precisa ser votada nos plenários da Câmara e do Senado. Já o IOF foi reajustado por um decreto, que está sendo questionado no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo PSDB e o DEM.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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