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Brasil
11/01/2008 - 10h00

Congresso autoriza reajuste a seus servidores

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MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O Congresso autorizou o pagamento do reajuste e de parcelas adicionais atrasadas de seus servidores. A atitude é conflitante com as ações anunciadas pelo governo que, para compensar as perdas com o fim da CPMF, prevê a suspensão do reajuste do funcionalismo.

O pagamento na Câmara já havia sido prometido pelo presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), no ano passado, mas parte dele, R$ 45 milhões, referente a atualização do valor das gratificações, só foi realizado nesta semana. O reajuste é retroativo a abril e foi concedido como conseqüência do aumento dado aos parlamentares de 28,5% --o salário dos deputados e de senadores subiu de R$ 12,8 mil para R$ 16,5 mil.

Parte dos servidores da Câmara também recebeu no final de 2007 a quitação de parcelas atrasadas de adicionais recebidos por funcionários com mais de cinco anos de carreira. O gasto total com esses pagamentos foi de R$ 103 milhões.

Os servidores beneficiados são os que ocupam funções comissionadas e alguns dos chamados CNEs (Cargos de Natureza Especiais), além de funcionários já aposentados --que receberam as gratificações atrasadas. O salário desses servidores varia de R$ 3,3 mil a R$ 8,9 mil. No total, quase 4.000 pessoas foram beneficiadas.

Os pagamentos foram feitos com os restos a pagar de 2007, ou seja, com recursos que já estavam previstos no orçamento, mas que não foram utilizados.

No Senado, o primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB), autorizou apenas ontem, após o anúncio do pacote do governo, o pagamento do reajuste dos funcionários da Casa. O cálculo de quanto será gasto com os pagamentos ainda não foi feito, mas a diretoria de pagamentos do Senado estima um aumento de R$ 550 a R$ 700 por mês para cada servidor. "É um direito deles, que não podemos tirar. O reajuste já havia sido anunciado há algum tempo", disse Morais.

O presidente da Câmara receberá na próxima semana um novo carro oficial, um Omega com, entre outras coisas, direção hidráulica, ar-condicionado, comandos elétricos e banco de couro, que custou R$ 145 mil. O valor já está na estimativa de gastos da Casa, mas o pagamento só será efetuado quando o veículo for entregue.

A compra do novo carro de Chinaglia foi autorizada junto com a aquisição de outros dez veículos, seis destinados a membros da Mesa Diretora (cerca de R$ 73 mil cada automóvel) e quatro para uso administrativo (cerca de R$ 50 mil cada). Esses veículos já foram entregues no ano passado.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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