Manhattan mira em emergentes para escapar da crise financeira
DANIEL BERGAMASCO
da Folha de S.Paulo, em Nova York
Com a economia dos Estados Unidos a centímetros da recessão, a Câmara de Comércio de Manhattan busca parcerias com países que diz enxergar mais estáveis, como o Brasil, para desafogar serviços que têm tido pouca demanda entre empresários americanos.
Para a estratégia de trabalho, que começou a ser implementada há três meses, a câmara contratou um profissional brasileiro da área de comércio exterior e firmou parceria com a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Enviará missão comercial ao Brasil, para divulgar possíveis oportunidades, e trará empresários fluminenses a Nova York em fevereiro para fazer o mesmo.
Do lado brasileiro, empresários interessados em fazer negócios em Manhattan terão a vantagem de serem apresentados diretamente a parceiros de interesse. Ou seja, freqüentarão o "clube" comercial da ilha. Já os americanos associados à câmara (são 4.000 sócios e 100 mil empresas representadas) buscam faturar vendendo serviços a esse empreendedor estrangeiro, em áreas como direito, consultoria comercial, publicidade, distribuição e logística --prestadores de serviço muito afetados pela morosidade da economia americana.
"Parcerias com estrangeiros são sempre bem-vindas, especialmente agora, neste ambiente de crise econômica. Por isso focamos em mercados como o brasileiro", disse à Folha Ally Gunduz, diretora de Negócios Globais da câmara, que implanta a estratégia. Projetos semelhantes específicos para Argentina, Colômbia, Índia, Turquia, entre outros países, também estão em curso, diz ela.
"Os mercados emergentes são aqueles para os quais os serviços de nossos associados podem ser mais importantes. Em um período de crise, também há muita oportunidade." Gunduz exemplifica: "Se um pequeno empresário brasileiro, fabricante de sapatos, telefona para a [loja de departamentos] Bloomingdale's, ele pode ter dificuldade em vender seu produto, porque ninguém o conhece, ninguém sabe de onde ele vem. Nós apresentaremos os dois lados, mostraremos suas referências".
Apesar da crise
O empresário disposto a fazer negócios com os Estados Unidos, é claro, desafiará a estagnação do consumo interno. Economistas projetam que o terceiro trimestre deste ano será o primeiro, desde 1991, com queda no montante do consumo interno.
Cristiano Prado, da Firjan, diz que ainda assim a ponte é importante. "A oportunidade de se internacionalizar é sempre boa. Queremos divulgar o mercado fluminense."
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
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