Mundo
17/03/2008 - 20h14

Guerra do Iraque deve custar US$ 1 trilhão, diz Hillary

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colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata à presidência norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que a Guerra do Iraque deve custar US$ 1 trilhão (cerca de R$ 1,69 trilhão) e prejudicar a frágil economia norte-americana. Durante discurso sobre as políticas para os conflitos no Iraque, a senadora por Nova York estimulou a saída da guerra e afirmou que os norte-americanos não podem vencer.

Nesta semana, os Estados Unidos completam o quinto aniversário de suas tropas em solo Iraquiano. Hillary declarou que a estratégia norte-americana está em uma encruzilhada e que a guerra foi responsável por defasar a força militar e econômica dos Estados Unidos, além de prejudicar a segurança nacional e tirar a vida de cerca de 4.000 americanos. Segundo a ex-primeira-dama, o dinheiro usado para a guerra poderia ser empregado para cobrir custos com saúde de 47 milhões de americanos e para fazer as faculdades terem preços mais acessíveis.

Hillary também afirmou que a sua experiência em política externa é o que falta ao seu rival Barack Obama e acusou o provável candidato republicano John McCain de se unir ao presidente George W. Bush em uma tentativa de manter as tropas no Iraque por mais cem anos.
" Ambos querem nos manter amarrados a uma guerra civil de outro país, uma guerra que não podemos vencer", declarou a senadora.

A senadora também acusou Obama de não trabalhar pelo fim da guerra desde que ele iniciou a corrida pela Casa Branca e afirmou que apenas discursos e promessas de campanha não irão dar fim à guerra.

Hillary se comprometeu a convocar conselheiros militares, se for eleita, para encomendar o desenvolvimento de um plano que leve as tropas americanas de volta para casa 60 dias após sua posse, que ocorreria em janeiro de 2009.

Enquanto Hillary fazia o discurso em Washington D.C., McCain fazia sua visita-surpresa a Bagdá. O republicano, que apóia a presença das tropas no Iraque, afirmou que a retirada dos militares norte-americanos significaria uma vitória da rede terrorista Al Qaeda.

" Tudo o que posso dizer é que o Iraque será uma grande questão assim que chegarmos a novembro, porque um crescente número de americanos pensam, embora frustrados, que nossa estratégia teve êxito", disse McCain

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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