Mundo
14/04/2008 - 20h58

Congressista se desculpa por chamar Obama de "falso orador"

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Colaboração para a Folha Online

O congressista republicano de Kentucky Geoff Davis pediu desculpas ao pré-candidato democrata Barack Obama após chamá-lo de "snake-oil salesman", algo como um "falastrão que vende ilusões", além de chamá-lo também de "moleque" --em referência à sua pouca idade e experiência política para assumir a Casa Branca.

Em carta a Obama, Davis disse que sua "escolha errada das palavras de nenhuma forma é uma afronta a sua integridade [de Obama]. Eu ofereço minhas sinceras desculpas e peço o seu perdão", segundo a rede de TV CNN.

"Meus comentários não refletem de nenhuma forma o respeito profissional e pessoal que tenho por você", concluiu o republicano.

Jeremy Hughes, porta-voz de Davis, afirmou que o congressista postou a carta ao gabinete do senador por Illinois pessoalmente nesta segunda-feira pela manhã.

Jantar apimentado

Davis fez seus ataques ao pré-candidato democrata num jantar estadual do Partido Republicano no sábado.

Na ocasião, o congressista disse ainda que recentemente participou de uma "simulação sobre segurança nacional de alta dificuldade", da qual Barack Obama também participou.

"Eu vou lhe dizer algo: o dedo daquele 'moleque' não deveria apertar o botão. Ele [Obama] não poderia tomar uma decisão na simulação relacionada a uma ameaça nuclear a este país".

Mais cedo, a campanha de Obama execrou os comentários. "É difícil dizer o que é pior: o ataque pessoal do legislador Davis [a Obama], ou a absurda e ofensiva declaração de que Obama não está preparado para defender a América", disse um porta-voz da campanha do senador por Illinois, Bill Burton, em declaração enviada a repórteres na tarde de segunda-feira.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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