Mundo
21/10/2008 - 18h41

Obama defende planos para criação de empregos

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da France Presse, em Lake Worth, EUA

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, defendeu seus planos para estimular a economia e gerar empregos nesta terça-feira, durante evento de campanha onde recebeu o apoio do presidente da empresa de tecnologia Google, Eric Schmidt, e do ex-chefe do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Paul Volcker.

No evento intitulado "Jobs Summit" ("Cúpula sobre o Emprego"), em Palm Beach, Flórida (sudeste dos Estados Unidos), que reuniu um painel de especialistas, Obama atacou as políticas econômicas do presidente George W. Bush, e de seu rival republicano nas eleições de 4 de novembro, John McCain.

Jae C. Hong/AP
Obama defende seus planos para criação de empregos e recebe apoio do dono do Google
Obama defende seus planos para criação de empregos e recebe apoio do dono do Google

"A crise financeira que enfrentam os Estados, empresas e famílias não surgiu em toda a sua extensão do dia para a noite", afirmou Obama durante o evento, na presença de 1.700 pessoas.

"Percorremos um longo caminho para chegar a isto, e os sinais de advertência foram bastante claros, mas enquanto o presidente Bush e o senador McCain moviam céus e terras para salvar Wall Street da crise, o presidente Bush não enfrentou a crise das pessoas comuns", disse o presidenciável.

"O senador McCain não reconheceu isso", continuou o democrata. "Em vez de soluções com sentido comum, mês após mês eles nos ofereceram pouco mais que ignorância deliberada, ilusões e ideologia desfasada", afirmou.

O presidente do Google, Eric Schmidt, disse que a única maneira de evitar crises como a atual no futuro é reinventar a base industrial americana.

"Se quisermos criar empregos, temos que criar indústrias", afirmou Schmidt. O empresário disse também que o governo deve investir no isolamento térmico das casas americanas --para economizar energia--, incentivar projetos de energia solar e eólica e ajudar a indústria automobilística a implementar projetos lucrativos que cuidem do meio ambiente.

Volcker, cujo apoio Obama apresenta como uma de suas principais credenciais econômicas, disse por sua vez que a atual crise representará uma difícil tarefa para o próximo presidente americano.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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