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Preocupado com queda de Serra, PSDB vai focar campanha em quatro Estados
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CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Preocupado com a queda do candidato José Serra nas pesquisas de opinião, o comando do PSDB já discute ajustes na campanha nacional e uma estratégia de sobrevivência da oposição em caso de derrota na corrida presidencial. O partido apostará suas fichas na eleição de governadores de quatro Estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.
Além da correção de rumo para a Presidência, a cúpula tucana se reúne, amanhã em São Paulo, para discutir o futuro da campanha e o destino do partido.
Chamado a São Paulo a pretexto de gravar sua participação na propaganda de Serra, o ex-governador de Minas Aécio Neves tem encontro marcado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).
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Segundo tucanos, está prevista ainda a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na conversa. A assessoria de FHC afirma, porém, que "até o momento, não consta nada do tipo na agenda dele".
Serra deve estar no Rio Grande do Norte amanhã, dia da reunião.
A partir de agora, o partido deverá concentrar seus esforços na manutenção do governo de Minas, onde o peemedebista Hélio Costa lidera a disputa. Apesar de remotas, há expectativa de vitórias no Pará e no Piauí.
O tucanato conta ainda com a eleição de pelo menos oito senadores, entre eles Aécio e Tasso Jereissati (CE).
No plano nacional, todo o movimento será para garantir a chegada de Serra ao segundo turno --o foco deve ficar nos nove maiores colégios eleitorais do país.
Nos Estados, as candidaturas nos quatro locais-chave onde o partido tem boas chances devem receber um impulso financeiro extra.
Além de Aécio, que lidera a disputa pelo Senado em Minas, todos os candidatos a governador com chance de vitória --entre eles, Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO)-- vão participar do programa de Serra na TV.
SEM LULA NA TV
Segundo Guerra, a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ser usada novamente. Semana passada, causou tremores no PSDB a exibição de fotos de Serra ao lado de Lula.
"A presença do presidente Lula não mudou nada. Não teve nenhum impacto. Não valeu nada. E por isso não deve se repetir", disse Guerra, após reunião com o coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez.
Tucanos esperam, a partir de hoje, um programa mais agressivo. O comando da campanha tem pronto um jingle que cita o nome do ex-ministro José Dirceu.
Guerra estará hoje em Porto Alegre e Santa Catarina ao lado do presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do ex-presidente Jorge Bornhausen. Na viagem, o trio trabalhará para aplacar abalos na aliança nos Sul.
Na noite de domingo, Guerra se reuniu com coordenadores da campanha, na área de mobilização, infraestrutura e arrecadação.
Apesar de o comando da campanha descartar dificuldades de arrecadação, integrantes da equipe se queixaram da carência material.
Sob pressão, o coordenador administrativo da campanha, José Henrique Reis Lobo, disse que seria temerário gastar além do cronograma, sob pena de estourar o orçamento da campanha.
Guerra argumentou que dois programas não eram suficientes para se aferir a eficácia da propaganda. Serra está 17 pontos atrás de Dilma Rousseff (PT) no Datafolha.
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