Descrição de chapéu Homem na Lua, 50

Três astronautas decolam para a ISS 50 anos após a chegada à Lua

Missão com americano, italiano e russo coincide com as comemorações do pouso da Apolo 11 na Lua

Christopher Rickleton
Baikonur, Cazaquistão | AFP

Um americano, um italiano e um russo decolaram neste sábado em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) em um lançamento que coincide com as comemorações do 50º aniversário do histórico pouso da Apolo 11 na Lua.

Alexander Skvortsov, da agência russa Roscosmos, Andrew Morgan, da Nasa, e Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia (ESA), deixaram o Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 13h28 (horário de Brasília) .

Essa missão foi marcada para 20 de julho para coincidir exatamente com os primeiros passos dos astronautas americanos na Lua em 1969.

Alexander Skvortsov, Andrew Morgan e Luca Parmitano em cerimônia antes de voo em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) - Kirill Kudryavtsev/AFP

Com duas missões a bordo da estação, Skvortsov, 53, será o comandante do voo de seis horas. 

Por outro lado, esse será o primeiro voo do americano Andrew Morgan. Luca Parmitano já viveu 166 dias na ISS em 2013. Durante essa missão, ele se tornou o primeiro italiano a fazer uma saída ao espaço.

Em uma coletiva de imprensa antes do lançamento, Parmitano, 42, disse que a tripulação se sentiu "sortuda e privilegiada" por decolar no dia do 50º aniversário do pouso da Apolo 11.

O americano Morgan descreveu os primeiros passos na Lua como uma "vitória para toda a humanidade", mas se esquivou de uma pergunta sobre se, em sua opinião, os russos um dia andariam no satélite da Terra.

"A Nasa tinha mais capacidade para realizar grandes coisas ao fazê-lo no âmbito da cooperação internacional", afirmou.

 

Trump e a Lua

Cinco décadas depois da Apolo 11, a Rússia e o Ocidente ainda competem no desenvolvimento aeroespacial, mas na ISS, lançada em 1998, se destaca a cooperação.

Por sua parte, o presidente Donald Trump ordenou que a Nasa envie seres humanos de volta à Lua o mais tardar em 2024, em um estágio anterior a uma missão a Marte.

Esse projeto, chamado Artemis, seria o primeiro retorno ao satélite terrestre desde 1972.

No entanto, alguns especialistas consideram que esse tempo não é realista, levando em consideração as limitações orçamentárias da agência espacial americana e os atrasos no desenvolvimento da nova geração de satélites, foguetes e equipamentos necessários.

Desde 2011, os foguetes russos são os únicos capazes de enviar tripulação para a ISS, nas o fracasso de um lançamento em outubro de 2018, os escândalos de corrupção na agência russa Roscosmos e a concorrência da empresa SpaceX de Elon Musk vem comprometendo essa exclusividade.

A Nasa informou no início de junho que organizará viagens turísticas a bordo da ISS pela primeira vez, operadas pela Boeing e pela SpaceX. O preço estimado de uma estada de 30 dias é de US$ 58 milhões por passageiro.

A Rússia já enviou sete turistas para a estação e, de acordo com a Roscosmos, planeja retomar essas expedições em 2021.

No início deste ano, um acordo foi assinado com a agência espacial russa e a empresa norte-americana Space Adventures.

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