Descrição de chapéu violência polícia

Chacina deixa quatro mortos em São Bernardo do Campo

Câmeras de segurança nas proximidades podem ajudar a identificar os suspeitos

São Paulo

Quatro pessoas foram mortas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na noite desta segunda-feira (16).

O crime ocorreu quando quatro rapazes deixaram uma lanchonete na rua Edson de Queiroz, no bairro dos Vianas, por volta das 23h.

Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, outros quatro homens teriam chegado em duas motos, discutido com o grupo e disparado contra eles em seguida. As vítimas morreram no local.

Chacina deixa quatro mortos em São Bernardo do Campo (SP)
Chacina deixa quatro mortos em São Bernardo do Campo (SP) - Reprodução/TV Globo

Os mortos são Rafael André Borges, 25, Diego da Silva, 22, Edval Alves de Lima Júnior, 23, e Cássio de Almeida Santos, 23. Segundo a polícia, eles foram assassinados com tiros na cabeça.

Uma das vítimas tinha passagem pela polícia. Ainda não há informações sobre o que motivou a chacina.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, que vai conduzir as investigações. Imagens das câmeras de segurança próximas de um mercado que fica próximo ao local do crime podem ajudar a identificar os suspeitos, que estão foragidos.

OUTRAS CHACINAS

Na Grande São Paulo, houve ao menos outros quatro crimes do tipo em 2018, com um saldo de 13 pessoas mortas. As chacinas aconteceram em Pirituba, zona norte de São Paulo, no Ipiranga, na zona sul, e em Guarulhos. 

Em março, um policial militar foi condenado a 119 anos de prisão por envolvimento na maior chacina de São Paulo, que ocorreu em agosto de 2015.  Ao todo, 23 pessoas foram mortas a tiros em Osasco, Carapicuíba, Barueri e Itapevi.

Outros dois policiais e um guarda-civil já haviam sido condenados em setembro de 2017. Somadas, as penas ultrapassam 600 anos de cadeia

De acordo com a Promotoria e a Polícia Civil, os assassinatos foram uma retaliação às mortes de um policial militar e de um guarda municipal. Segundo relatório do TJM (Tribunal de Justiça Militar), os acusados integravam uma milícia paramilitar. 

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