Operação mobiliza 7.800 policiais e prende 2.627 pessoas pelo país

Ação em 26 estados visou autores de vários crimes, incluindo homicídio e feminicídio

Natália Cancian Alfredo Henrique
Brasília e São Paulo | UOL

Ao menos 2.627 pessoas foram presas nesta sexta (24) em uma operação deflagrada pela Polícia Civil e Ministério da Segurança Pública contra autores de diversos crimes —incluindo homicídios, tráfico de drogas e desobediência à Lei Maria da Penha. As prisões ocorreram em 26 estados, além do Distrito Federal.

Ao todo, 7.800 policiais participaram da operação, chamada de Cronos, em referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime. O número total de mandados não foi divulgado.

O governo chegou a divulgar inicialmente que a operação tinha como um dos principais focos a prisão de autores de feminicídio. Segundo balanço atualizado neste sábado (25), 42 pessoas haviam sido presas por esse motivo. Em contrapartida, 289 foram presas por crimes relacionados à Lei Maria da Penha.

Policiais civis cumprem mandados de prisão em Porto Alegre
Policiais civis cumprem mandados de prisão em Porto Alegre - Reprodução/Twitter

Outras 404 prisões foram por casos de homicídio. Outras 640 pessoas foram autuadas em flagrante por posse ou porte irregular de arma de fogo, tráfico de drogas entre outros, e 1.252 foram presas em decorrência de mandados de prisão expedidos por outros crimes.

Segundo Emerson Wendt, presidente do Conselho Nacional dos Chefes das Polícias Civis, os mandados incluem resultados de novas investigações sobre esses crimes e aqueles em que houve sentenças condenatórias, mas cujo autor estava foragido. 

No Distrito Federal, um dos presos estava foragido havia 22 anos. As prisões relacionadas à Lei Maria da Penha se referem ao descumprimento de medidas protetivas previstas.

Além dos adultos presos, também foram apreendidos 341 adolescentes. 

Novo balanço sobre a operação deverá ser divulgado neste sábado (25). Além disso, 146 armas e 383 quilos de drogas foram apreendidos.

De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a operação tinha sido planejada desde julho, mesmo mês em que houve morte da advogada Tatiane Spitzner, 29, no Paraná.

O marido dela, Luís Felipe Manvailer, 29, é suspeito de tê-la jogado da sacada do prédio onde moravam.
Questionado sobre os motivos da operação, o ministro afirmou que a medida faz parte do Susp (Sistema Nacional de Segurança Pública), criado neste ano e que prevê operações concentradas.

Em São Paulo, 408 pessoas foram presas no total, sendo 21 por homicídio, 8 por feminicídio, 18 enquadrados na Lei Maria da Penha e 264 por crimes como estupro, roubo e latrocínio. De acordo com balanço da polícia, foram apreendidos no estado 53 adolescentes. Em São Paulo, a quantidade de policiais envolvidos na operação chegou a 3.192.

​Homem é preso acusado de matar namorada a facada

Um inspetor de 67 anos foi preso em flagrante acusado de matar a facadas a faxineira Vanessa Caetano de Oliveira, 37, na noite de quinta-feira (23), em Mauá (ABC). O acusado e a vítima namoravam havia três anos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, testemunhas informaram que o homem havia esfaqueado a companheira com uma faca de cozinha.

Uma vizinha estranhou os gritos da vítima, segundo a polícia. Após a discussão, ela não respondeu aos chamados dos vizinhos, que a encontraram caída no chão, já morta.

O acusado foi encontrado, por outra equipe da PM, na avenida Castelo Branco, com as roupas sujas de sangue, desorientado e "aparentemente embriagado".

Colaborou o Agora

 

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